O grupo é formado pelo ex-técnico Carlos Alberto Parreira, campeão com a Seleção Brasileira em 1994, Marco van Basten, ex-jogador e que defendeu a Holanda na Copa de 1990, Bora Milutinovic, técnico em cinco Copas do Mundo, Emmanuel Amunike, ex-jogador da Nigéria, e Andy Roxburgh, membro dos estudos técnicos. É um grupo importante que tem, entre outras atribuições, a escolha do melhor jogador da Copa do Mundo, entrega dos prêmios para artilheiros (o critério de desempate é o número de assistências) e também para atletas e equipes que são exemplos de fair play.
O grupo apontou que as equipes estão mais eficientes na utilização da bola parada, em especial na cobrança de escanteio. Nos Mundiais anteriores, um gol era convertido a cada 45 cobranças. Na Rússia, os times conseguem fazer um gol a cada 30 escanteios. Isso significa mais jogadas ensaiadas e melhor posicionamento dos atacantes. “O escanteio está se tornando uma jogada mortal de todas as equipes. Todos estão mais eficientes nesse fundamento”, afirmou Andy Roxburgh. “Cada vez mais, a bola parada decide jogos e campeonatos”, disse Parreira.
Do ponto de vista defensivo, as equipes estão apostando mais na figura do goleiro. Ele não apenas coloca a bola em jogo, mas se tornou o principal responsável pelo início da jogada de ataque. De acordo com os estudiosos da Fifa, isso acontece quando ele atua como líbero, trocando passes com os zagueiros, e também quando arma um contra-ataque com lançamentos longos. O goleiro inglês Jordan Pickford, por exemplo, tocou na bola 55 vezes na partida em que sua seleção foi derrotada pela Croácia, na semifinal de quarta-feira.

