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Papo de gandula

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Caros e caras, no último fim de semana, órfão do Tupi por causa da paralisação forçada na Série D, o jeito foi me contentar com a rodada do Brasileirão. E acabei dando sorte na rodada que acompanhei com mais afinco até agora no returno.

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Alguns fatos me chamaram a atenção nessa última série de jogos do fim de semana do Nacional. Começou com a incrível capacidade de Atlético-MG e América-MG de aumentar mutuamente suas crises, abraçando-se em um empate que, se não complicou, não ajudou no calvário de ambos que parece ter como destino a Segunda Divisão.

Já no domingo à tarde, dois grandes espetáculos. O primeiro, do goleiro Fernando Prass, do Vasco, para mim o melhor do Brasil – sim, estou incluindo na lista Júlio César, Jefferson, Fábio, Rodrigo e Neneca. E olha que seu time ainda levou três gols do Internacional. Se não é o cara na cidadela do time do navegador, seria goleada de, no mínimo, uns seis.

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O outro grande show do dia foi o segundo tempo do Fla-Flu. Teve de tudo. Fluminense dominando, na frente duas vezes e com chances de matar o jogo. Flamengo reagindo na base da vontade e igualando as coisas. E os golaços, e que golaços, do argentino Bottinelli. Em uma falta que era claramente para o Renato bater e pela qual teve que brigar com Thiago Neves para cobrar, o meia acertou um chute digno de Petkovic – com o requinte de crueldade de a bola ainda bater no bumbum de Diego Cavalieri antes de entrar.

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Já na segunda vez que balançou as redes do Engenhão, fez como manda a cartilha do bom chute de fora da área: cortou para o pé bom, mandou de trivela e a bola contornou a mão do goleiro tricolor, morrendo dentro do gol. Imagino que ninguém – acho que nem mesmo a madrecita da criança – acreditava que ele poderia vir a fazer isso no Flamengo, só o Luxemburgo. A nota triste foi a confusão – que também faz parte de clássico – criada por Abel Braga no fim da partida. Muito barulho por nada.

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Por último, mas não menos importante, a volta do Imperador. Adriano mostrou que não está pronto nem para disputar uma pelada daquelas que se joga na manhã de um sábado qualquer. Lento, pesado e sem ritmo, só conseguiu arrancar com o joelho um tufo de grama enorme do Pacaembu, além de não chegar em uma bola passada pelo Ramirez – o outro -, que devia ter feito o gol.

Imagino que Tite não continue mantendo o senhor imperial no banco, senão, quando o jogo estiver apertado e a galera pedir, não vai ter como colocá-lo, aí vão querer sua cabeça, de novo. Jogador como Adriano não pode ficar na reserva. Ou joga ou não é relacionado, caso contrário, pressiona o treinador. Do jeito que está agora, para mim não terá condição de atuar até o ano que vem. E talvez seja melhor para o Corinthians que seja assim.

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Se não tem Galo…

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