Caros e caras, esse nosso Papo chega a vocês diretamente do último domingo. Enquanto escrevo essas mal-traçadas, a americana Serena Williams e a bielorrussa Victoria Azarenka disputam os últimos pontos da final do US Open, o Aberto dos Estados Unidos de Tênis, último Grand Slam – série dos quatro maiores torneios do mundo, que ainda é composta pelo Australian Open, Roland Garros e Wimbledon – do ano. E como o esporte, em todas as suas modalidades, repete histórias, uso o paralelo da vitória da tenista da casa para comparar a situação do jogo com a do Tupi na partida contra o Macaé, no último fim de semana.
Azarenka tinha tudo sob controle, vencia o terceiro e decisivo set da partida e sacou para fechar a partida. Mas errou. Acabou dando a chance que Serena precisava para retornar no confronto, ganhar moral e vencer, levando o título para casa, a metros dali.
O jogo do Tupi foi exatamente igual no último sábado. Com uma atuação segura na defesa, trabalhando bem a bola e não sendo ameaçado pelo Macaé, o Tupi parecia caminhar para a vitória. Mas, logo no início do segundo tempo, teve a chance de matar o jogo, fazendo um gol em contra-ataque que certamente definiria o confronto, e não o fez. Foi punido na mesma moeda, e os macaenses fizeram seu gol em uma saída rápida, literalmente na única chance que tiveram em toda a partida.
Desse jogo e da final do US Open, somente uma lição grita – em coro com o técnico estreante do último sábado, Antônio Carlos Roy – e é bem simples: quem erra menos, vence e até chora, mas de alegria. A partir de agora, nos termos do tênis, é tie break para o Carijó, e qualquer miniquebra vai derrubar o time, não no ranking internacional, mas no Campeonato Brasileiro.
