Ícone do site Tribuna de Minas

Nada no balaio

PUBLICIDADE

Vi há alguns dias no site do Terra uma matéria intitulada Sacrifício e obsessão; atletas olímpicos buscam corpo perfeito. A matéria traz várias fotos de atletas de modalidades como basquete, vôlei e atletismo, de diversas edições das Olimpíadas, para mostrar a evolução do porte físico dos competidores. Aparece, por exemplo, o americano Jesse Owens, que, em 1936, ganhou quatro medalhas de ouro, e o jamaicano Usain Bolt, o atual homem mais rápido do mundo nos 100m e nos 200m. Também há fotos de ginastas em 1938 e este ano. As diferenças físicas são gritantes. Não vou entrar aqui no mérito desta evolução para a conquista de resultados. Eles são óbvios, e as quebras de recordes estão aí para provar.

Já em outra matéria, do Globoesporte.com, o texto conta do bombardeio de críticas da imprensa australiana sobre a nadadora Leisel Jones em função de seu peso. Segundo jornalistas daquele país, ela poderia não caber em seu maiô de competição. Três vezes campeã olímpica (2004 e duas vezes em 2008), a atleta foi desrespeitada pela mídia a ponto de a ministra do esporte da Austrália, Kate Lundy, vir a público pedir desculpas pela situação.

PUBLICIDADE

Os dois casos me fizeram pensar sobre padrões. O esporte de alto nível estabelece padrões de atletas cada vez mais fortes, altos, rápidos. Os olheiros de cada modalidade esportiva saem em busca de perfis bem específicos. Os baixinhos, por exemplo, são automaticamente eliminados em processos de seleção para esportes como vôlei e basquete. Ou o contrário: quantos meninos e meninas aspirantes a ginasta ficaram de fora por serem altos demais? E por aí vai…

Penso que determinar a alguém, principalmente quem está iniciando no esporte, o que pode ou não pode fazer em função do seu biotipo é o maior contrassenso. Para mim, esporte é diversão acima de tudo. E aí, até o impossível pode acontecer.

Em favor do impossível

Sair da versão mobile