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Na orelha da bola

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Essa Alemanha…

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Eu tenho favorito para campeão da Copa de 2014 desde as quartas de final da Copa de 2010, quando a Alemanha sapecou um saborosíssimo 4 a 0 sobre a Argentina. Jogando um futebol veloz, técnico, vigoroso e composta por uma mescla de jogadores jovens e veteranos nada velhos, a equipe do técnico Joachim Löw jogou o fino da bola. A derrota para a Espanha nas semifinais na África do Sul não mudou minha opinião, e os 3 a 2 sobre o Brasil ontem, em Stuttgart, só reforçaram-na.

Não bastasse o que revelou no Mundial do ano passado – me refiro a bons de bola como Schweinsteiger, Müller e Özil – a Alemanha agora me aparece com uns Götze e Kross e ainda se dá ao luxo de deixar Khedira e o próprio Özil passeando com o Real Madrid. E nem fizeram falta: a blitzkrieg de Löw ganhou do Brasil sem susto, só não configurou o olé no final da partida porque o torcedor alemão recebe bem demais os visitantes. Os atletas germânicos ficaram uns 2 minutos fazendo os brasileiros de bobos, até que Neymar diminuiu o fiasco para 3 a 2. Só não aliviou a barra do chefe.

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Mano Menezes está na berlinda, fato. Bater em Irã não adianta nada, a torcida quer ver é ganhar da Argentina, da Alemanha, da Holanda, da França… ou seja, de todo mundo de quem o Brasil não ganhou desde que o técnico assumiu. E para piorar, sem Eliminatórias para disputar, a Seleção vai ficar nessa de amistoso até 2014, com uma Copa Ouro aqui, uma Copa das Confederações ali… e assim vai ser difícil conquistar a simpatia do público, porque a paixão do torcedor não se inflama no café com leite, especialmente quando vê um bando de desconhecidos perdendo gols e perdendo a bola em campo. Antes perdessem a cabeça. Arquibancada quer é jogo valendo 3 pontos, e quer ganhá-los. De preferência com um time que jogue bola, que mostre talento, que mostre fome de vitória. Um time assim, como essa Alemanha.

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