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Os pés pelas mãos

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Traga o ouro, mano

Acho que eu sou o único defensor vivo do técnico Mano Menezes, hoje na Seleção Brasileira, amanhã no céu ou no inferno. Tudo bem! Concordo que sua campanha à frente do time canarinho não empolgou em um momento sequer. O treinador colecionou vitórias nada convincentes e derrotas um pouco vexatórias. Enfim, não fedeu, nem cheirou. Mas a verdade é que a garantia de estar sentado no banco de reservas brasileiro na Copa de 2014 passa pelo resultado da final olímpica contra o México, no solo sagrado de Wembley. E o meu palpite é que o sonho dourado será realizado, muito mais por méritos do professor do que do incensado Neymar, por exemplo.

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Minha confiança no título é baseada na trajetória do treinador. Após suas passagens por Grêmio e Corinthians, Mano especializou-se em ganhar torneios menores com equipes de qualidade técnica duvidosa. Exatamente o que são o campeonato olímpico e a atual geração do futebol brasileiro. Se como o de Dunga, o trabalho de Mano não encantou por um futebol vistoso, é muito em razão da falta de talentos à sua disposição.

Entre a safra campeã em 2002 e os dias atuais, abriu-se um hiato onde prevaleceu a mediocridade. Robinho, Kaká e Ronaldinho não seguraram o rojão. Sobrou para os garotos que hoje são titulares da Seleção olímpica e a base do time principal. Tanto que uma das opções acima dos 23 anos, o contestável Hulk só não foi contestado por não termos um craque acima da idade olímpica que seja indispensável à Seleção.

Por isso, penso que o treinador está fazendo o único trabalho possível de ser feito. Se não tem craques de um passado recente como Ronaldo e Romário, lapida promessas como Oscar e, principalmente, Damião, o nome brasileiro nos Jogos. Enquanto Neymar cai, quem vai em busca do sonho é o criticado time do Mano.

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