
Técnico Leston Júnior orienta jogadores no Estádio Municipal (LEONARDO COSTA/04-05-15)
Começa no próximo sábado, às 16h, no confronto com o Tombense, em Tombos, a principal competição da temporada para o Tupi. O Carijó inicia a Série C do Campeonato Brasileiro empolgado com a classificação inédita para a terceira fase da Copa do Brasil, em meio à transformação no elenco, troca na comissão técnica e ainda sem definir a situação de alguns atletas que participaram do Campeonato Mineiro. Neste cenário, o Alvinegro de Santa Terezinha vai tentar subir o próximo degrau no futebol nacional, algo que não aconteceu por pouco em 2014. Para tentar o acesso à Série B, o clube trouxe, ainda no fim da campanha do Campeonato Mineiro, o técnico Leston Júnior, que viveu a mesma situação de quase conseguir a vaga na Segundona no ano passado, comandando o Madureira. Nas rodadas finais do Estadual, o novo treinador não conseguiu evitar as oscilações que marcaram a trajetória do time juiz-forano no torneio. Após realizar contratações, dispensas e uma intertemporada de dez dias em Lima Duarte, entretanto, deu esperanças ao torcedor alvinegro com a classificação em cima do Atlético-PR na Copa do Brasil. Não fazem mais parte do elenco do Tupi desde o Estadual o zagueiro Davy; o lateral-direito Hugo Sanches; os volantes Noé, Davi e Arilson; os meias Ulisses e Paulinho; e os atacantes Danilo e Marcinho. No total, chegaram 12 novos jogadores para compor o grupo da Série C: o goleiro George; os zagueiros Ênio e Éverton Luiz; os laterais-esquerdos Bruno Ré e Carlos Renato; os volantes Rafael Jataí, Júnior Lemos e Filipe Alves; os meias Kaio Wilker e Gabriel Davis; e os atacantes Felipe Augusto e Vinícius Kiss.
Vitrine
Segundo Leston Júnior, o novo elenco do Tupi foi formulado com base no desejo de levar o clube e as carreiras dos atletas a outro patamar. “A Série C é um campeonato que a cada ano se torna mais competitivo. Procuramos montar esse elenco baseado nisso. Com jogadores jovens, mesclando com alguns experientes, que já viveram a competição, mas acima de tudo onde todos têm um único objetivo, que é fazer com que uma ótima campanha abra caminhos para uma grande sequência profissional. Só há esse comprometimento com o clube quando se enxerga nele uma oportunidade para sua vida”, teoriza. O comandante carijó já tem na cabeça as metas do clube na Série C e espera gradativamente atingi-las, culminando com a vaga na Segunda Divisão de 2016. “Baseados nas três últimas edições, projetamos uma pontuação de segurança. Ela gira em torno de 22 pontos. Então, o primeiro objetivo, não só do Tupi, mas dos 20 clubes da Terceira Divisão, é atingir 22 pontos o quanto antes. Depois, passa-se a pensar em classificação, que deve ser alcançada com 27, 28 pontos. Aí estaremos credenciados a brigar pelo acesso. Espero que tenhamos a competência para atingir todos esses degraus.”
Grupo ainda pode sofrer mudanças com saídas de atletas
Quem ficou do Campeonato Mineiro e da campanha de 2014 da Terceirona, como o volante Genalvo, acredita que as novas contratações vão ajudar na busca pelo tão sonhado acesso. “Quem chegou veio com o objetivo comum do clube, que é o acesso à Série B. Agregaram qualidade e esperamos que dê certo. Alguns já vêm com a experiência de terem passado pela mesma situação que passamos aqui em 2014, e isso é bom. Fica mais fácil, porque quando estivermos vivendo as dificuldades que vivemos na última temporada, saberemos como lidar melhor”, avalia o cabeça de área. Quem chega, como é o caso do meia Kaio Wilker, um dos indicados por Leston Júnior e que estava na campanha de 2014 do Madureira – que terminou também na quartas de final -, quer dar um passo adiante desta vez. “No ano passado, o Tupi bateu na trave, e eu, no Madureira, também. Desta vez o foco não pode ser outro, tem que ser subir. A competição é grande, complicada e de nível alto. Vamos pegar o que tivemos de bom individualmente na última temporada, somando com o que o clube aprendeu do ano passado, e ter a frieza e a maturidade para conquistar o acesso.” Além das mudanças no elenco, o Tupi também sofreu alterações em sua comissão técnica. Na última semana, o clube local perdeu o preparador físico Luís Augusto Alvim, que agora vai cuidar do elenco do Sampaio Corrêa, do Maranhão, ao lado do técnico Léo Condé. Por enquanto, o clube ainda não anunciou o nome de seu substituto, e o analista de desempenho do Carijó, Júlio Cirico, deve acumular a função. Quem chega a Juiz de Fora nos próximos dias é o novo auxiliar técnico de Leston Júnior, Ricardo Leão, trazido a pedido do treinador. Ele estava no Torneio das Nações, na Itália, com a Seleção Brasileira Sub-15.
Indefinições
A situação de alguns atletas do elenco ainda está indefinida. A principal delas é a do atacante Ademilson. O jogador acionou o clube na Justiça no começo do ano, e o caso terá sua segunda audiência em setembro, já que em março não houve acordo entre as partes. Afastado dos treinamentos desde o início de abril, o centroavante alega que os dirigentes alvinegros não se mobilizam para resolver pendências financeiras com ele. Ademilson recebeu, há alguns dias, uma ordem de despejo por falta de pagamento do aluguel de seu apartamento, compromisso que ele afirma ser de responsabilidade do clube. Já a diretoria do Tupi diz que a quitação é da alçada do atleta e que nenhum pleito nesse sentido chegou até ela. Sem perspectiva de solução amigável, a situação deve se arrastar por mais alguns meses. Já o zagueiro Silvio ainda negocia sua permanência. O jogador tem contrato com o Tupi até o fim do ano, mas recebeu uma proposta do futebol chinês. Como não participou da intertemporada em Lima Duarte, desde então o defensor treina separadamente do grupo principal do Carijó. Quem também não tem treinado com o elenco é o atacante Rafael Assis. O jogador participou de parte da intertemporada, mas foi liberado por conta de um problema de família e não participou dos dois jogos contra o Atlético-PR e nem treinou nessas duas últimas semanas. Mas o técnico Leston Júnior já adiantou que ele faz parte dos planos e deve ser reintegrado assim que possível.

