Ícone do site Tribuna de Minas

Papo de gandula

Desequilibrado

PUBLICIDADE

Caros e caras, como estamos ainda na semana que não terminou – sim, ainda vai se falar muito dela durante anos -, na qual Cruzeiro (com papelão), Internacional (com dormida geral de 5 minutos), Fluminense (desperdiçando a vantagem) e Grêmio (esse de véspera) foram eliminados da Libertadores, aproveito para pinçar o (péssimo) exemplo mineiro. Que decepção a Raposa tanto dentro como fora de campo da competição continental e, na sequência, abalada, na primeira partida da decisão do Estadual. Um time que se demonstrou realmente desequilibrado.

Começou com o meia Roger, que deveria ter sido expulso logo na primeira entrada que deu no jogo da Libertadores, aos 5 minutos. Durou pouco mais em campo, mas, mesmo assim, prejudicou seus companheiros com sua expulsão ainda no primeiro tempo. Mais tarde, no segundo tempo, a zaga mineira perdeu uma no alto e outra pelas costas, e estava armado o banzé. Sem o poderio ofensivo de outrora e com Montillo bem marcado, o time celeste sucumbiu ao limitado Once Caldas. Com direito a uma atitude inominável de Cuca.

PUBLICIDADE

Para mim, treinador de futebol pode brigar, xingar, pressionar o juiz e fazer até gestos tanto de incentivo quanto de repreensão à torcida. Agora, agredir um jogador (ou qualquer outro integrante da delegação) do time adversário, sem que ele tenha sequer provocado essa reação, é imperdoável. E esse homem que fica ao lado do campo atualmente nos jogos da Raposa cruzou esse limite.

E o que vimos na primeira partida do Estadual? Um Cruzeiro cauteloso em excesso encarando um Atlético com ímpeto, embora a qualidade lhe faltasse. Parecendo ainda atordoado pela eliminação na Libertadores, a Raposa perdeu a partida, e o desequilíbrio tirou seu principal craque – e talvez com isso o título -, Montillo, da segunda partida.

Talvez o Cruzeiro esteja agora sendo somente o espelho de seu pseudoprofessor. Um time certinho, que parece bonitinho e encanta em um primeiro momento. Mas, é só chegar à fase decisiva, na qual é preciso um estado emocional ideal para vencer, se revela desequilibrado. Para sua torcida, é bom que os jogadores celestes resolvam me contrariar e, eles mesmos, busquem a reação no segundo jogo da final do Mineiro, no próximo domingo. E é bom eles não esperarem que isso venha de seu pseudocomandante.

 

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile