
Meia-atacante Kassio, de 15 anos, começou a jogar aos 5, no Sport Club (Leonardo Costa)
Com apenas 15 anos, o juiz-forano Kassio Micheli foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira sub-17 na última semana para um período de treinamentos na Granja Comary entre os dias 17 e 20 de abril, objetivando a disputa do Campeonato Sul-Americano da categoria, ainda sem local definido. O jovem talento defende há três temporadas o América-MG e acumula passagens por Cruzeiro, Ubaense e Sport Club Juiz de Fora – equipe da cidade que foi responsável pela iniciação do atleta, dos 5 aos 10 anos, entre passagens pelo campo e futsal. Kassinho, como é apelidado, mora no CT Santa Luzia, da base alviverde, onde treina e estuda.
O destaque do Coelho, que se caracteriza como um atleta de “explosão, mas um jogador mais técnico”, não acreditou, inicialmente, quando recebeu a notícia. “Fiquei sabendo antes, pela diretoria do clube, só que disseram que não era concreto ainda. Esperei um pouco até sair a convocação no dia 1º de abril, então achei que era mentira. Quando olhei no site (da CBF), foi uma das maiores notícias da minha carreira.”
Agora vestindo a amarelinha, a joia do América relembrou os tempos de Sport, em Juiz de Fora, mostrando gratidão aos treinadores e clube. “Foi com o Gérson (técnico do Sport) que aprendi tudo o que sei, peguei experiência em disputar campeonatos, mas também com o Rafael Novaes, o Rodrigo, Ronaldo. […] O Sport é o formador de atletas de Juiz de Fora. Sempre me deram muito valor, apostaram em mim e só tenho que agradecer.”
Fã de Neymar, Kassinho sonha em atuar por um clube de ponta na Europa. Antes disso, sabe de cada degrau que deve subir. “Ano que vem já posso sonhar em disputar a Copinha e o América vem sempre chegando. Espero disputar esses campeonatos e me profissionalizar”, projetou.
Talento no DNA
Quem conhece a origem de Kassinho entende sua vocação para o futebol. Seu pai, Kilver Micheli, foi meia-esquerda dos juniores do Flamengo, dos profissionais do Tupi e outras equipes. Já a mãe do jovem, Ana Leonice, defendeu as cores do Palmeiras e já foi companheira simplesmente da meia-atacante Marta, eleita por cinco vezes consecutivas a melhor jogadora do mundo. Além do aprendizado dentro das quatro linhas, Kilver e Ana batalharam para dar condições a Kassinho, que não vê a hora da recompensa. “Meus pais sempre me apoiaram e é onde tive forças para tudo. Nunca me deixaram desistir. Saí de casa muito novo e chorando já. Quero dar um retorno para eles o mais rápido possível porque já gastamos dinheiro, foi muito difícil para a gente. Aos 13 anos não tinha onde ficar e eles que ajudaram muito”, expõe Kassinho, bem estruturado dentro e fora dos campos para levar o nome da família e de Juiz de Fora para todo o mundo.

