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Desimpedida na banheira

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Reformulação já!

A fórmula de pontos corridos sempre foi apontada por torcedores e comentaristas como desinteressante e sem emoção por dispensar a disputa de finais. Em dez anos de adoção do modelo no Campeonato Brasileiro, a fórmula mostrou que pode sim ser interessante, apesar de, na última década, apenas seis clubes terem vencido o Nacional – Cruzeiro, Santos, Corinthians (2), São Paulo (3), Flamengo e Fluminense (2) -, na maioria das vezes por antecipação, e de, em 2013, a situação caminhar para o mesmo desfecho com o caneco ficando com o Cruzeiro (e mantendo o grupo de seis campeões). O que tem tornado o Brasileirão disputado são as vagas para a Copa Sul-Americana, Libertadores, além da permanência na Série A.

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Até aqui nenhuma novidade. Entretanto, o que tem chamado minha atenção é o desdém dos clubes com o Brasileirão para uma dedicação quase exclusiva às competições paralelas. O que antes só acontecia em relação à Libertadores, hoje vemos na Sul-Americana e na Copa do Brasil. Com isso, temos grandes clubes como Flamengo e Atlético-PR na final desta última, e São Paulo e Ponte Preta, quem diria, na semifinal da continental.

No caso do São Paulo, o sucesso na competição internacional, somado à troca de treinador levou a um crescimento de produção no Brasileiro. Já com o Flamengo aconteceu o oposto. O avanço na Copa do Brasil fez o Rubro-negro deixar de vez o Nacional de lado. Na prática, o que se tem visto é o Flamengo de quarta (o da Copa do Brasil) e o do fim de semana (o que joga no Brasileiro).

Se os clubes não investem o suficiente para ter um elenco qualificado e em número suficiente para disputar mais de uma competição, não resta outra alternativa que não seja a reformulação imediata do calendário nacional. Será isso ou nos contentarmos em assistir a uma competição com 20 clubes, mas uma disputa com quase metade disto.

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