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Pela presidência no centenário

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Nas ruas, o torcedor carijó ainda mostra euforia pela virada histórica contra o Volta Redonda, nos 4 a 2 que garantiu o Tupi na quarta de final da Série D do Brasileirão. O triunfo deixou a equipe a dois jogos do sonhado acesso à Terceirona. Na parede do quarto, porém, um círculo feito à caneta ressalta o próximo 26 de maio, dia em que o clube completa 100 anos de uma história de muita paixão. Todavia, antes da festa, o Galo Carijó terá outra data de suma importância, que irá delinear os destinos do Alvinegro no ano histórico e na temporada 2013. No próximo sábado, duas chapas disputam as eleições que definem o comando da agremiação no biênio 2012/2013. Áureo Fortuna e José Luiz Mauler Júnior estão no páreo.

O presidente da Comissão Eleitoral Fiscalizadora, Geraldo Magela Tavares, explica como irá funcionar o pleito. "A votação começa ao meio-dia e se encerra às 19h. Podem votar os associados em dia com suas atribuições estatutárias, tais como taxas de manutenção, entre outras. Para garantir o direito, o sócio deve ter sua situação regularizada 30 dias antes das eleições." De acordo com Magela, entre sócios proprietários, patronos, beneméritos e conselheiros, juntamente com os cerca de 40 associados em dia com suas obrigações com o clube, o universo eleitoral pode chegar a 6 mil eleitores. "Mas, em geral, o número de votantes fica em torno de 300. É um processo democrático, no qual o associado tem de fazer valer seus direitos e ajudar na vida normativa do clube."

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As duas chapas candidatas refletem a situação política do clube, claramente delineada entre situação e oposição. O atual presidente, o advogado Áureo Fortuna, lidera a "Amor pelo Tupi – Carijó Forte". Pela oposição, o ex-presidente do clube e também advogado José Luiz Mauler Júnior, o Juninho, encabeça a "Galo de Briga".

 

Carro-chefe

Apesar de representarem segmentos distintos dentro do clube, as duas chapas adotam discursos similares sobre a condução do Tupi nos próximos dois anos. A recuperação da sede social, que, atualmente, conta com um número aproximado de 40 sócios ativos, é considerada ponto chave pelos dois candidatos à presidência do Carijó.

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Independente da escolha das urnas, o futebol profissional deve continuar sendo o carro-chefe. Porém, neste quesito, o modelo de gestão proposto pelos candidatos apresenta visões díspares. Para Juninho, a busca por um parceiro para gerenciar a modalidade é o ponto de partida para a formação de uma equipe forte no ano do centenário. "A importância do futebol no Tupi é sem limites, é um clube que tem muitos adeptos. O futebol tem que ter uma independência, porque senão ele sobrecarrega financeiramente o social. Já existe uma empresa interessada em se tornar parceira, nos mesmos moldes do Bretas (que geriu o futebol do clube na temporada 2003), para tocar o futebol profissional, além de outras que podem agregar, como os parceiros atuais."

Fortuna também defende a independência do futebol, mas deve manter a atual política onde a gestão da modalidade passa, primordialmente, pelo crivo da diretoria. "É preciso separar futebol e social. Hoje, e já há bastante tempo, o carro-chefe do Tupi é seu futebol. Seja ele profissional, sub-20 ou sub-17. Mas é importante saber que o clube também tem que entrar com sua cota. Não adianta depender só do poder público ou de patrocinadores."

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Um ano de celebrações

Sobre o centenário, que será completado pelo Tupi em maio do ano que vem, já existe uma comissão formada dentro do clube, que conta com representantes das diversas facções existentes na vida política da agremiação, tratando do assunto. Baseados nisso, os candidatos prometem um ano inteiro de festividades.

"O plano já está praticamente pronto, com o objetivo de realizar um evento a cada final de semana. Vamos trabalhar para participar de quaisquer eventos promovidos pelo município ou pela sociedade de Juiz de Fora. Isso inclui a busca por uma parceria com o voleibol da UFJF. Ver se nossa torcida e o clube podem apoiar e somar a esse projeto maravilhoso. Participar de corridas, maratonas. Enfim, o Tupi terá um trabalho durante seu centenário que irá durar durante 365 dias, reativando tudo aquilo que ficou adormecido durante um certo período", afirma Fortuna.

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"Estamos bolando alguns eventos, conversando, trazendo alguns setores da sociedade para participar dessa confraternização. Pensamos em fazer um quadrangular com dois ou três times do Rio de Janeiro. Já existem grandes planos para a comemoração desse centenário. Agora, só planos não bastam. Para uma grande comemoração é preciso viabilizar recursos. Vamos trabalhar para isso", promete Juninho.

 

Polêmicas

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Ao longo do período em que ficaram à frente do comando do Tupi, os dois candidatos à presidência se envolveram em assuntos que causaram certa polêmica entre torcedores e nos bastidores do clube. Ao deixar o cargo, em 2004, Juninho foi alvo de insinuações sobre possíveis irregularidades administrativas. Em setembro de 2005, seu sucessor, Luiz Carlos Monteiro, chegou a convocar uma assembleia geral para, segundo o edital de convocação, mostrar aos associados "indícios de descumprimento de responsabilidade estatutária pelo Executivo do exercício de 1º de janeiro de 1999 a 29 de dezembro de 2004 e de omissão de competência estatutária de associados devidamente constituídos". Juninho rechaça qualquer dúvida sobre sua gestão.

"Continuo sócio do clube. Se tivesse alguma coisa, já teriam cancelado meu quinhão. Principalmente, não me deixariam concorrer em uma eleição, pois eles sabem que eu sou um candidato forte. Foi tudo na base da insinuação. Eu desafio qualquer um a apontar alguma irregularidade real. Foi uma questão política, para me desestabilizar. Eles sabem que candidato forte para concorrer com qualquer situação sou eu."

Por outro lado, a venda de parte da sede social do clube, durante a atual administração, foi alvo de críticas ao presidente Áureo Fortuna. O advogado, porém, não vê o assunto como polêmico e reitera que a decisão foi unânime e teve a aprovação do Conselho Deliberativo carijó.

"Era a única solução que o Tupi tinha naquele momento, com dívidas altíssimas, que não foram feitas por essa administração. Com esta intervenção, o clube tem um patrimônio mais valorizado e goza de uma situação na qual não tem uma dívida significativa. A anterior chegava a R$ 10 milhões. Vendemos uma parte da sede por R$ 7 milhões, quitamos as contas, o imposto da transação e, com a sobra, construímos dez lojas que valem R$ 500 mil cada."

 

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