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‘Uma derrota de todos’

segundo drubscky decisao foi tomada em comum acordo com a diretoria marcelo ribeiro07 06 16

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Segundo Drubscky, decisão foi tomada em comum acordo com a diretoria (Marcelo Ribeiro/07-06-16)
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Segundo Drubscky, decisão foi tomada em comum acordo com a diretoria (Marcelo Ribeiro/07-06-16)

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Após seis derrotas e apenas uma vitória na Série B, o Tupi anunciou ontem o encerramento do vínculo com o técnico Ricardo Drubscky. O martelo foi batido após reunião na manhã que sucedeu o insucesso diante do Oeste, na noite da última terça, no placar de 1 a 0, como relatado pelo diretor executivo de futebol do clube, Gustavo Mendes.

Entre os nomes inicialmente em pauta para substituir Drubscky, Ademir Fonseca e Leo Condé, ambos ex-Tupi, foram cogitados e descartados. Nomes como Toninho Andrade, Sidney Moraes e Estevam Soares também podem pintar no clube, que possui a intenção de fechar com o novo treinador ainda hoje. “Traçamos um perfil. De nada adianta um ‘sargentão’ nesse momento. Temos que entender o grupo que temos, a linha de trabalho que a gente adotou até agora para entender qual é o perfil do profissional que a gente precisa. Traçado isso, chegamos a alguns nomes e aí sim começaram os telefonemas”, adiantou Mendes.

Entre os nomes sondados, o mais forte é o de Estevam Soares, 59 anos, e que acumula passagens por dezenas de clubes do país, além de experiências no exterior. Seu último clube foi a Portuguesa (SP), onde inovou no marketing pessoal, apresentando marcas de patrocinadores em sua camisa de técnico para um lucro extra em meio aos problemas financeiros da equipe paulista.

Até que o novo treinador chegue, o auxiliar técnico da comissão permanente do Tupi, Júlio Cirico, comanda o time, mas a ideia é que, diante do Brasil de Pelotas, no Bento Freitas, às 16h do próximo sábado, o novo titular esteja no banco. “Se temos o auxiliar técnico, ele assume caso a gente não consiga um nome. Mas a ideia não é essa. Mesmo que ele não tenha tempo para treinar, vai dirigir o time”, elucidou o diretor executivo de futebol.

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Papo de 50 minutos

Antes do treinamento de ontem em Santa Terezinha, que contou com os retornos de Gabriel Sacilotto e Thiago Espíndola, ainda em recuperação física, e as presenças de Hiroshi, Thiago Silvy e Jonathan, que podem ser relacionados para sábado, o vice-presidente do Tupi, José Roberto Maranhas, se juntou a Mendes para uma reunião com os atletas, que durou 50 minutos no vestiário carijó. “Basicamente disse que a saída de um treinador em uma circunstância de maus resultados é uma derrota de todos, minha inclusive, e queria que eles soubessem disso. Depois conversamos de causas, sobre problemas, como solucioná-los, e foi uma conversa produtiva”, contou Mendes. O capitão da equipe, Rafael Jataí, confirmou a versão e foi além. “Tem uma cobrança interna mesmo, dos jogadores uns com os outros, de ter uma resposta. O pessoal da diretoria veio dar uma força, sabemos que estão juntos com a gente. É mais uma conversa para tentar ver qual é o erro, porque a equipe tem se comprometido, os jogadores têm corrido, se dedicado, mas não está sendo o suficiente. Ninguém atropelou a gente, foram derrotas de 1 a 0 e 2 a 1, que faltaram detalhes, então temos que melhorar isso o mais rápido possível”.

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Desgaste, imediatismo e escassez de vitórias

Visivelmente abalado com as derrotas sofridas nos últimos lances de jogo e alto número de oportunidades desperdiçadas, o ex-comandante carijó, Ricardo Drubscky, reiterou que a decisão foi tomada em comum acordo com a diretoria e que não projetava as mudanças cobradas pelo torcedor de forma emergencial pelo número de reforços contratados há pouco mais um mês. “O tempo é sempre muito curto. A diretoria queria que a gente ficasse, mas o tempo é muito curto para mostrar qualidade. Ia demorar um pouco mesmo, foram dez, 11 contratações e o futebol brasileiro não dá tempo para que as coisas aconteçam. Tudo tem que ser de imediato, os jogadores estavam tentando fazer o que era pedido e os resultados acho que também conspiraram contra”, avaliou o técnico.

Drubscky elogiou a gestão e lamentou a falta de vitórias no início da Série B.

“Me chateia não conseguir fazer o que propomos, que era uma Série B sem muito sofrimento, com segurança. Infelizmente não deu, mas não tem essa. Futebol é dessa forma e não tem como fugir. O mercado é esse, assim que se faz futebol no Brasil. Fizemos tudo aquilo que era permitido, não quero que passe nenhuma conotação de que achei alguma coisa. A diretoria deu o que tinha que dar, entramos no orçamento proposto pelo clube, fizemos as escolhas em conjunto, então não tenho nada a reclamar disso. Estava ciente da dificuldade. Nos jogos que fizemos, poderíamos ter conquistado mais pontos, mas os resultados conspiraram contra, foram gols perdidos, pênalti não marcado, gols sofridos em dois finais de partida”.

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Como praxe, por fim, o experiente comandante optou por evitar ao máximo apontar responsáveis pelos espaços deixados em campo, como no gol do Oeste, após cobrança curta de escanteio. “Não culpo defesa, ataque, centroavante. A equipe como um todo não reverteu em vitória. Todos nós estamos no mesmo contexto, tivemos algumas coisas que conspiraram contra e a equipe não conseguiu os resultados”.

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