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Na orelha da bola

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Nada é por acaso

Ontem, Sir Alex Ferguson, 71 anos, sendo 27 deles à frente do Manchester United, anunciou sua aposentadoria. O escocês deixa a sala da troféus do Old Trafford – estádio da equipe inglesa, com 38 taças a mais do que na primeira vez que ele entrou lá. As mais importantes: 13 campeonatos ingleses, duas Champions League e dois títulos mundiais. Números incontestáveis, assim como a transformação que o Sir provocou na história dos Red Devils que é, sem dúvidas, um dos principais times do mundo. Na era pré-Ferguson, os Diabos Vermelhos conseguiram apenas sete títulos nacionais e uma taça europeia.

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Ele é um dos exemplos mais bem sucedidos do cargo de manager. Aqui no Brasil, ainda não possuímos um técnico com poderes de gestão totais e absolutos – como era o caso de Ferguson – mas a valorização dos cargos executivos dentro do futebol é uma realidade que não pode – e nem deve – ser ignorada. Planejamento, austeridade financeira, pagamento de dívidas e reestruturação são palavras cada vez mais recorrentes no noticiário esportivo.

Os clubes brasileiros se espelham nos europeus. Ótimo. A única forma de se manter um time de forma sustentável hoje – considerando a enormidade que ganham os jogadores, que nem sempre podem ser chamados de atletas – é buscar formas alternativas de renda, utilizando das maravilhas do marketing e dos novos conceitos de gestão.

No Rio, o Fluminense tenta se estruturar enquanto possui a renda do patrocinador para garantir os medalhões. Vasco e Flamengo vivem uma crise técnica e buscam especialistas no assunto para se reestruturar. O Botafogo, campeão carioca, viveu um cenário de caos quando caiu para a Série B. Desde então, fortaleceu seu marketing e, gradativamente, foi contratando jogadores, investindo na base e melhorando seu time. Nada é por acaso, amigos.

*Wendell Guiducci volta a escrever neste espaço em junho

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