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Esse não é Sassá Mutema

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Moacir Júnior voltou ao Tupi arregaçando as mangas e pedindo reforços. Antes mesmo de sua apresentação oficial, ontem pela manhã, para a imprensa, o treinador começou a trabalhar. No fim da tarde da última terça-feira, teve seu primeiro contato com o grupo e, à noite, o novo técnico do Carijó assistiu as gravações dos dois primeiros jogos do time no Campeonato Mineiro – as derrotas por 1 a 0 para a Caldense, em Poços de Caldas, e para o Nacional, em Juiz de Fora – e identificou as primeiras mudanças que devem acontecer para o time voltar aos trilhos.

Em seu primeiro contato com a imprensa nesse retorno ao clube – o técnico esteve à frente do Tupi entre setembro de 2007 e fevereiro de 2008 -, Moacir, que chegou acompanhado do novo auxiliar-técnico, Altair Coimbra, disse que a primeira alteração deve ser no modo como os jogadores vão encarar os jogos daqui para frente e aproveitou a coletiva para garantir reforços. Três jogadores virão, um para cada setor, pois em times que estão nessa situação isso precisa acontecer. Mas, como estamos com campeonatos em andamento, precisa ser estudado, juntamente com a diretoria. Há que ser ter calma e critério para contratar. O que precisa melhorar com rapidez é a atitude dos jogadores que estão aqui. Sassá Mutema não existe. Não sou salvador da pátria, são os atletas é que vão colocar o Tupi de volta onde ele merece, disse o treinador.

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Estreia indefinida

A data da estreia do novo treinador, que dirigiu um treino tático ontem à tarde, ainda não foi definida. De acordo com o próprio Moacir, essa será uma questão resolvida nos trabalhos a serem comandados por ele nos próximos dias. Caso sinta a sintonia entre eu e o grupo, vou para o banco já no jogo de domingo (contra o Cruzeiro, às 17h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas). Se não, faço mais uma partida de observação, com o Felipe (Suriane, assistente técnico) em campo. Isso é normal, o Joel (Santana) fez no Flamengo recentemente, explicou.

Caso não inicie seu trabalho do gramado no próximo fim de semana, o técnico recém-contratado só irá estrear no dia 25 de fevereiro, quando o Tupi enfrentará o Uberaba, às 17h, no Estádio Municipal. Voltar a trabalhar pelo Carijó no Mário Helênio é uma situação que agrada Moacir. É um estádio que me traz ótimas lembranças. Comandando o Tupi, nunca tive um resultado negativo lá. Me sinto realmente em casa.

A volta a Juiz de Fora e ao Alvinegro de Santa Terezinha foi tratada pelo treinador como um retorno já previsto. Sabia que isso ia acontecer um dia. Minha família adora a cidade. Tive uma passagem marcante aqui, fiz amigos, cultivei amizade com torcedores, diretoria e imprensa. A pergunta de quando iria voltar era frequente, e aconteceu. Mas, fiquei até surpreso pela recepção que tive. Desde a entrada da cidade, no posto de gasolina, no hotel, o pessoal da estrutura do clube, todos me receberam muito bem, mostrando que o carinho é mútuo. O momento do clube não é o melhor, mas, por vezes, a oportunidade vem em forma de dificuldade, e vamos enfrentá-la, disse Moacir.

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Lembrado do episódio que fez com que ele deixasse Santa Terezinha em 2008 – quando o Tupi era líder do Mineiro, após cinco rodadas, o técnico recebeu uma proposta do Ipatinga, que lutava contra o rebaixamento, e se transferiu para o Vale do Aço -, Moacir disse que será muito difícil isso acontecer novamente. Pelo meu coração, não. Fiz até uma proposta para a diretoria de colocar uma multa pequena para o clube e exorbitante para mim, em caso de rescisão, revela o técnico.

Identificação

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Para os dirigentes do Tupi, o que pesou para a contratação de Moacir Júnior para o lugar de Alexandre Grasseli, demitido no último domingo, foi a identificação com o clube. Ele tornou-se uma pessoa de casa em sua primeira passagem por aqui, nos atendeu prontamente desta vez e terá toda a autonomia, disse o presidente Áureo Fortuna. Já havia acontecido outras tentativas de trazê-lo de volta, mas não foi possível. Ele nos conhece, conhece o clube, e nós a ele. Esse conhecimento mútuo vai economizar caminhos, acredita o vice-presidente de futebol, José Roberto Maranhas.

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