Sobra confiança
O amigo Wendell Guiducci acertou em cheio a orelha da bola ao dizer que o Flamengo é time do povão, em sua coluna de ontem na Tribuna. O Rubro-Negro é sinônimo de massa, assim como o Corinthians, o Galo de Belo Horizonte e alguns outros poucos Brasil afora. Quando a torcida joga junto, esses clubes costumam crescer. Fica difícil segurar o embalo. É o tal deixou chegar, que já incomoda nas rodas de bate-papo de esquinas e botecos. Apesar de terem chegado, os cariocas não terão moleza na decisão da Copa do Brasil. O Atlético-PR é uma equipe consistente e também está em ascendência. Ainda assim, o Fla é o favorito. Por ter uma camisa vermelha e preta mais tradicional, por ter encaixado um futebol competitivo e, principalmente, por ter recobrado a confiança.
Thomas Edison, o pai da lâmpada, dizia que o talento é 1% inspiração e 99% transpiração. No futebol, a coisa segue mais ou menos o mesmo modelo. Os campeões são formados por 1% de inspiração e 99% de suor. Porém, de nada adianta tudo isso se não houver 100% de confiança. Certeza essa que o Fla tem mostrado dentro de campo e nas arquibancadas. Com essa fórmula mágica, o talento é consequência. Confiante, Hernane pode sim se apresentar como o camisa 9 do momento no futebol brasileiro. Já foi assim com Obina. Confiante, Elias pode superar a doença do filho e arriscar um chute impossível. Confiante, o Rubro-Negro pode salvar um ano considerado como laboratório, em uma conquista que só foi possível graças à falta de confiança de Mano Menezes em seu próprio trabalho.
