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Na orelha da bola

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Um 2013 de elite

Dois mil e treze me parece um ano promissor para Juiz de Fora. Não em função do novo governo ou dos legisladores que assumem em 1º de janeiro. Nesse caldeirão eu não meto minha colher de pau. Refiro-me às grandes possibilidades que se descortinam para o esporte de alto rendimento, naquela que deve ser uma temporada ímpar para a história do esporte local.

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Teremos o Tupi – a despeito do lamentável retorno à camada mais inferior do Campeonato Brasileiro _ disputando um ano cheio, com Campeonato Mineiro de Primeira Divisão, Copa do Brasil e a indesejável Série D. Teremos a UFJF lutando pelo segundo ano consecutivo na Superliga Masculina de Vôlei, que começa no final deste mês. E, para surpresa de todos, teremos a ADJF/Vianna Júnior competindo na Liga Nacional de Handebol Masculino.

O convite feito pela Confederação Brasileira de Handebol aos atuais campeões mineiros não foi apenas justo, como também a coroação de um trabalho sério que vem sendo realizado pela ADJF há vários anos, sempre nadando contra a correnteza e com pouco ou nenhum apoio _ e palmas para o Vianna Júnior por abraçar o projeto. Com 70% dos custos da Liga Nacional garantidos pela própria CBHb, resta à ADJF conseguir os 30% restantes, o que, espero, não será grande problema.

A UFJF talvez tenha o caminho mais árduo pela frente. Depois de uma participação discreta na Superliga 2011/2012, mas suficiente para mantê-la na elite do voleibol nacional, o time capitaneado por Maurício Bara almeja agora subir um degrau e passar para os playoffs. Com a equipe renovada e com jogadores de maior tarimba, acredito que isso seja plenamente possível. Mas que a torcida não considere os resultados dos jogos de pré-temporada contra times como Minas _ que a UFJF reencontrará nos Jogos de Minas na semana que vem – e RJX como termômetro: a Federal ainda não ocupa o mesmo nível técnico destas agremiações e deve competir em uma faixa técnica de investimento inferior. O objetivo de ir aos playoffs é realista e deve ser encarado com firmeza e maturidade, como tem sido sempre desde a gênese do projeto.

O Tupi conquistou sua vaga na Copa do Brasil mais uma vez graças ao bom desempenho que vem mantendo de forma constante nos estaduais já há alguns anos. Acredito _ e espero _ que o time vá passar por uma profunda reformulação em seu elenco, e que a pré-temporada tenha início o quanto antes para que essa média seja mantida no Mineiro 2013. A grande chance de se firmar na Série C foi desperdiçada este ano e já faz parte do passado, mas o destino e a competência no Estadual de 2012 reservaram ao Tupi uma oportunidade de disputar a Copa do Brasil, um campeonato muito mais difícil que a Terceira Divisão, pensado para os grandes do futebol nacional, mas sem dúvida uma grande oportunidade de mostrar serviço e surpreender. E a Série D… ah, a Série D… que os meses seguintes forjem um time tão iluminado quanto aquele da Conquista do Mundão do Arruda.

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