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Na orelha da bola

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Não é praga, é a lógica

Já viu quem é que está jogando o fino neste Campeonato Brasileiro, né? Todo mundo de 30 pra cima: é Seedorf no Botafogo, Juninho no Vasco, Alex no Coritiba, Forlán no Internacional, Zé Roberto no Grêmio, Emerson no Corinthians, Fábio no Cruzeiro… São os velhinhos que seguram a bronca. O Rogério Ceni poderia estar nesta lista, mas não está segurando nem bola fácil, quem dirá segurar bronca. Acho incrível um cara como ele, que adianta tanto nas cobranças de pênalti, adiar tanto a aposentadoria.

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Mas, Cenis fora, o que a gente vê é a rapaziada das antigas não só conduzindo a molecada mais nova, mas resolvendo MESMO a parada dentro de campo. Até o início da 12ª rodada do Brasileirão, Alex tinha seis gols, Forlán, cinco, e Seedorf, quatro. Fora as assistências. Quer dizer, não é só aquele papel de técnico dentro de campo, de orientador dos jovens valores… os caras estão decidindo jogos na bola, não só na boca.

O problema todo é que a experiência é inversamente proporcional à potência. Uma hora, esses veteranos vão começar a abrir o bico, mais ou menos que nem um Fiat Palio que a minha mãe me passou uns anos atrás. Agora temos essa sequência de jogos quarta e domingo (à qual sou amplamente favorável, porque o Premiere está muito caro pra ficar passando replay de jogo de final de semana, e além do mais eu tenho que humilhar meus concorrentes no Cartola F.C.). É o cenário ideal para começarem as lesões musculares, as contusões por estresse etc. Que nem o Palio, fervendo o motor toda hora. Aí é que os times vão mostrar quem é que tem banco, sistema de jogo definido, criatividade e uma moçada boa para suportar o rojão. No meu caso, eu simplesmente devolvi o Palio depois que ele me deixou à pé na Baixada Fluminense. Paciência tem limite, vide o caso do Deco no Fluminense.

Não é questão de rogar praga. Muito pelo contrário, porque esses veteranos é que têm enchido meus olhos a cada rodada do Brasileiro. É questão de lógica. Uma hora, o corpo, por mais bem cuidado que seja, cobra a conta, especialmente nesse futebol atual, de muita força física e correria. E pra provar que sou fã de cada um dos supracitados (menos do Palio, muito menos do Rogério), segue aí uma seleção supimpa de velhinhos do Nacional que venceria qualquer outro time do certame: Dida; Leonardo Moura, Juan, Gilberto Silva e Felipe; Zé Roberto, Juninho, Alex Cabeção e Seedorf; Forlán e Emerson Sheik. O banco, o caro leitor pode formar. Paulo Baier, Ronaldinho, Souza… tá sobrando fera.

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