Reticências é pouco
……………….. O leitor deve estar estranhando o pontilhado no início do texto. É mesmo esquisito. Tanto quanto a campanha dos mineiros no Brasileirão. É isso que o espaço significa: a distância de 20 pontos que separa o Cruzeiro, melhor entre as equipes do estado na competição, e o líder Vasco. Reticências é pouco.
O sotaque da zona de rebaixamento é uai, sô! A probabilidade de Minas ter mais de um rebaixado é enorme. Isso porque o Coelho caiu de véspera. Só um milagre para tirá-lo da cartola. Queda justificável, já que o orçamento do decacampeão está muito abaixo do praticado pelos gigantes do futebol nacional.
O que não entendo é o que acontece com Cruzeiro. Mesmo abaixo na tabela, vejo um Galo mais forte na luta contra o descenso, capaz de assimilar reveses e experiente em se safar nas rodadas finais. Por outro lado, a Raposa parece sem emoção. Mesmo em queda livre, mostra-se blasé. Com 14 derrotas na competição, o time ainda joga com a soberba de quem é dono da melhor campanha da fase de classificação da Libertadores.
Para escapar da parte de baixo da tabela, mais do que confiança é preciso raça. Dar o sangue. Vermelho ou azul. Vi muitos cruzeirenses comemorando o empate como o São Paulo. Escapamos do rebaixamento. Bobagem! O time jogou mal. Faltou raça. Achou três gols em falhas do Tricolor. Muito pouco para quem está tão ameaçado. Gosto da opção por Vagner Mancini, mas, além do treinador, é preciso mudar a postura. Ou torcer para que um Montillo só faça verão.
