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Analista de desempenho formado na UFJF vive a expectativa de trabalhar no Campeonato Saudita

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Das salas de aula da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para a primeira divisão do Campeonato Saudita: essa é a trajetória de Marcos Paulo Mattos, analista de desempenho do Al-Faisaly, que terminou com o vice-campeonato da segunda divisão e conquistou o acesso para uma das ligas mais ricas do mundo nesta temporada.

Marcos Paulo sempre foi apaixonado por esportes desde criança, e essa predileção foi o motivador para ele decidir cursar Educação Física na UFJF. Já na faculdade, passou a se interessar na análise de desempenho no futebol e se especializou na área.

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“A primeira coisa que eu fiz foi tirar a minha licença de analista na CBF Academy, que na época que eu fiz era a de categorias de base. Depois, eu fiz a licença A também de analista. Ainda dentro da faculdade, eu também fiz diversos cursos e participei de vários congressos. Depois disso eu só fui ganhando experiência ao longo do tempo”, detalha.

Os primeiros trabalhos de Marcos Paulo no meio do futebol foram em um estágio no projeto de futebol da Faefid e na base do Tupi. Em 2020, retornou ao Galo Carijó para trabalhar na comissão técnica de Alex Nascif, em 2020, e com a URT no Módulo I do Campeonato Mineiro em 2021. Depois, o analista passou por Contagem, Nacional-AM, Penapolense, Rio Preto, Pouso Alegre, até surgir a oportunidade de trabalhar no Al-Faisaly.

“Primeiramente, foi desafiador o fato de eu ir pras categorias de base, porque eu não tinha trabalhado ainda profissionalmente, tinha feito estágio, mas eu não tinha trabalhado profissionalmente com categorias de base. Mas assim, eu não tive muitas dúvidas, eu sabia que era uma grande oportunidade, Arábia Saudita vem nesse cenário de crescimento. Quando eu cheguei lá, eu vi que ainda tem muitas coisas a melhorar, que ainda não é aquilo que se imagina na TV. Mas eu abracei a oportunidade e em janeiro do ano passado eu acabei subindo pra equipe profissional”, explica Marcos Paulo.

Marcos Paulo irá para a sua terceira temporada no Al-Faisaly (Foto: Arquivo pessoal)

Experiências com outras culturas

Durante os seis anos de carreira profissional, Marcos Paulo trabalhou com vários treinadores e, por consequência, teve que adaptar o seu trabalho a diversos estilos de jogo. Na Arábia Saudita, o analista compôs a comissão de um técnico espanhol e, atualmente, do italiano Giovanni Solinas. Para ele, conviver com variadas formas de jogar futebol foi importante para enriquecer o seu método de trabalho.

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“Para mim, o que foi muito diferente foi ter essa ideia de trazer uma outra cultura para dentro do meu trabalho. Também, claro, os recursos tecnológicos que eu usei lá são um pouco melhores do que eu tinha no Brasil. Isso facilitava muito o meu trabalho, tanto o trabalho de análise em si, quanto depois, a finalização, a montagem dos materiais de apoio, dos vídeos, dos relatórios, que eu já teria ferramentas melhores lá do que aqui”, relata o analista.

Trabalho na primeira divisão

Na próxima temporada, o Al-Faisaly terá a árdua missão de enfrentar algumas das equipes mais ricas do futebol mundial, como o Al-Hilal de Karim Benzema, Al-Nassr de Cristiano Ronaldo, Al-Ahli de Riyad Mahrez e Al-Ittihad, ex-clube de Benzema e Kanté, e lutar para permanecer na primeira divisão. Marcos Paulo sabe da difícil missão que terá pela frente, mas vive a expectativa de ter que analisar nomes que antes ele só via pela televisão.

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“Vai ser muito interessante. Eu acho que a expectativa do clube está sendo muito otimista, porque o acesso da forma que foi, com uma recuperação, uma arrancada no final, com várias vitórias seguidas, trouxe também uma grande visibilidade para o trabalho. E esperamos que a gente consiga alguns aportes a mais para montar um elenco bem qualificado para tentar se manter”, projeta.

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