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Papo de gandula Mais pesado

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Caros e caras, finalmente recomeçaram os trabalhos em Santa Terezinha para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro. Confesso, nesses tempos de parada, especulações de nomes, contratações e definições de elenco fico sempre achando que não vai acontecer nunca a primeira reunião de atletas, que alguém vai decidir que o futebol profissional de Juiz de Fora não é viável – não está longe disso acontecer, o que salva são os teimosos comandantes do futebol carijó, que vêm transformando trocados em dinheiro e dando nó em pingo d’água para, com eles, montarem elencos de qualidade.

Mas, ainda bem, não será este ano. Alguns me perguntaram o que achei dos jogadores que estiveram no Salles Oliveira ontem e das perspectivas. Bom, primeiro, como o técnico Felipe Surian, achei pouco o número de atletas, e sei que isso vai mudar até sexta-feira. Mas já vejo a sinalização da permanência da base dos jogadores utilizados no Campeonato Mineiro, e isso é bom. De quem já trabalhou, o zagueiro Adriano Lobinho, os volantes Maicon Douglas e Maguinho e o atacante Wesley foram titulares a maioria do Estadual. Ainda tem o atacante Ademilson, que se recuperou a tempo de jogar o finalzinho da primeira competição do ano e já se apresentou, além do zagueiro Fabrício Soares e do goleiro Victor Souza – bom arqueiro e que teve poucas oportunidades -, praticamente certos.

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Seria bom que as negociações com o volante Genalvo, o meia Vinicius e o atacante Rafael Assis dessem certo. Aí, o time principal do Mineiro estaria mantido, com exceção do gol e das laterais, posições que estariam bem cobertas com os reforços do goleiro Douglas Borges, do lateral-direito Alex Santos e do recém apresentado Rafael Estevam na ala esquerda. Dos demais reforços confirmados, o zagueiro Silvio volta, trazendo sua dedicação e liderança natural dentro e fora de campo e o atacante Luizinho contribuirá com velocidade e habilidade.

O que falta para mim é um centroavante com características de homem de área – nem precisa ser um Fred, um Rafael Moura genérico já serve -, e um meia para ajudar o Vinicius quando o jogo estiver pesado para ele, caso o camisa 10 do Mineiro retorne, ou para ser seu substituto. Mas desde já sinto um Tupi com boas chances de manter a espinha dorsal que teve na primeira disputa no ano, na qual já disse nesse nosso Papo que se superou, e trazendo peças mais experientes. Assim, vejo um bom time para encarar a Série D, um elenco mais pesado para encarar uma disputa nada leve.

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