Alerta ligado
Caros e caras, esperei presenciar no estádio a estreia em casa do Tupi para poder comentar melhor sobre o time, já que, por causa da ida da equipe a Ubá, combinada à minha incursão de três semanas pela edição da parte esportiva desta Tribuna, não consegui ainda viver o dia a dia do clube nesse começo de temporada. Bom, posso dizer que o que vi, juntamente com a troca no comando técnico consolidada ontem, me fez ter a impressão de que o alerta no clube já está ligado. E tem que estar mesmo.
O Campeonato Mineiro não dá muitas chances de recuperação ao times do interior, então, é preciso tomar providências para corrigir os rumos e evitar um rebaixamento catastrófico o quanto antes. Sim, porque, para mim, essa é a única missão do Tupi no Estadual. Com vaga já assegurada em uma competição nacional, a Série C, o time de Juiz de Fora deve se focar mesmo em sair das duas posições de degola. Talvez, se não tivesse presenciado tantas situações que sempre favoreceram os times da capital, dentro e fora de campo, fosse um pouco mais otimista e diria que os juiz-foranos poderiam brigar por uma vaga nas semifinais, mas, não sou tão ingênuo assim.
Se acontecer, será uma grande surpresa, não porque eu ache que o time local não tenha capacidade ou qualidade para isso, mas porque, além disso, é preciso que os dirigentes do futebol mineiro permitam que tal fato se concretize. Com Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG passando por reformulações e precisando de uma forcinha, duvido que a cartolagem abra espaço para o surgimento de quarta e quinta forças.
Voltando ao que vi em campo no domingo, não achei que o time jogou mal. Novamente, o pecado foi o desperdício das chances criadas. Além disso, me pareceu equivocada a opção por levantar a bola na área para Ademilson e Allan, dois jogadores de baixa estatura – embora Adê faça muitos gols de cabeça – disputarem com os defensores altos do Nacional. Essa insistência não deu resultado, e um gol fortuito trouxe a derrota em casa, além da revolta da torcida.
Sobre a troca de comando técnico no Carijó, acredito que, se a diretoria detectou a falta de sintonia – expressa na frase não deu liga, do vice de futebol José Roberto Maranhas – entre Alexandre Grasseli e o elenco, fez certo em trocar. Não acho que ex-comandante é o único culpado das duas derrotas, mas, o jeito habitualmente mais rápido de se alterar as coisas no futebol brasileiro é trocar o técnico, infelizmente para ele. Moacir Júnior chega essa semana. Com sua experiência e conhecimento do Tupi e de diversos jogadores do atual elenco, tem tudo para acertar os rumos do time. Ele sabe que a missão não será fácil, por isso, é bom já chegar também com o alerta ligado!
