As duas equipes fizeram um primeiro tempo movimentado. Desde o apito inicial, o time de Juiz de Fora tentou acuar os visitantes em seu campo de defesa, e o que se viu foi pressão carijó durante dez minutos. Apesar do volume de jogo, chances efetivas de gols foram raras. Na primeira delas, aos 3, o lateral Henrique cobrou tiro de lado pela direita e jogou a bola na área. O atacante Ademilson desviou para trás, e o meia Adriano Felício cabeceou quase da pequena área. Arremate sem força, que facilitou a vida do goleiro Bruno.
Após a pressão inicial, o Mixto passou a trabalhar a bola e ser mais efetivo em campo, rondando a área carijó. Nada que levasse muito perigo. O goleiro Victor Souza assistia ao jogo de camarote. Por outro lado, os juiz-foranos seguiam utilizando bem o lado direito do campo, principalmente com as boas tramas protagonizadas por Henrique e pelo atacante Núbio Flávio.
Aos 21, Núbio fez linda jogada e cruzou na pequena área. Ademilson apareceu como um raio, mas não conseguiu alcançar a bola. Na sequência, Núbio tentou novamente e caiu na área pedindo pênalti. A arbitragem mandou seguir, sob protesto da torcida e dos jogadores carijós. Mas o Mixto não estava morto e encaixou uma jogada mortal aos 33. Após belo lançamento entre os zagueiros do Tupi, a zaga parou para pedir impedimento. Esperto, o atacante Jonatas Obina teve tempo para matar com estilo e soltar um sem-pulo bonito, no ângulo direito de Victor Souza, que ficou só olhando. Dessa vez, a vista do camarote não foi das melhores.
A ducha de água fria não esmoreceu o Tupi. Na base do tanto bate até que fura, Núbio Flávio foi derrubado pelo lateral Lucas Newiton na área do Mixto. Dessa vez, o juiz não teve dúvidas: pênalti. Aí ficou fácil para o artilheiro Ademilson. O camisa 9 tomou muita distância. Corrreu devagar. O percurso entre seu pé e a bola durou uma eternidade. Valeu a pena, quando a bola morreu macia no canto direito de Bruno, que não apareceu na foto: 1 a 1.
Segundo tempo
Veio o segundo tempo, e o Tupi precisava da vitória para seguir seu destino na Série D. Os minutos eram preciosos, e o Carijó não perdeu tempo. Aos 3, Henrique foi ao fundo pela direita, cruzou na segunda trave, e Michel apareceu para pegar de primeira, no canto direito de Bruno, que, dessa vez, apareceu na foto, com um sorriso sem graça.
O Carijó vivia seu melhor momento na partida. Aos 8, Henrique soltou um balaço da intermediária esquerda, e Bruno salvou no ângulo. Na sequência, o próprio Henrique cobrou o escanteio na cabeça de Fabrício Soares. O zagueiro desviou na primeira trave, e o esforço do defensor Welliington só serviu para empurrar a bola para o fundo das redes do Mixto: 3 a 1. O terceiro gol deixou o Carijó mais perto da Terceirona. "Vamos subir, Galo", ecoava nas arquibancadas.
Mas, as coisas não costumam ser assim tão fáceis. O Tupi recuou, e o Mixto se lançou ao ataque. Após bobeira da zaga carijó, Geilson achou Jonatas Obina livre na área. Com o faro de gol em dia, o camisa 9 colocou no canto direito de Victor Souza e reacendeu as esperanças dos visitantes.
A partir daí, acabaram-se as estratégias. O Mixto era só pressão. O Tupi, coração. A defesa carijó foi exigida e não fez pudor em castigar a bola. No lance mais crucial, aos 22, Victor Souza caçou borboletas na área carijó, e a bola sobrou limpa para Rafael Paty na pequena área. O atacante teve a chance do empate aos seus pés, mas, pressionado, chutou para fora.
Quando os 6.516 torcedores presentes ao Mário Helênio já comemorava a classificação, por pouco, o Tupi não chegou ao quarto gol. Victor Souza acionou Ademilson no contra-ataque, aos 47. O atacante ganhou dos defensores na corrida e, quase dentro da área, foi derrubado por Felipe Tchelé. O jogador do Mixto levou o vermelho e os visitantes reclamaram muito com a arbitragem. Na confusão, mais dois expulsos: Kal e Kiko. Como Felipe Blau também, já havia sido excluído, o Mixto terminou a partida apenas com seis atletas de linha e deixou o estádio da mesma maneira que a Aparecidense, escutando das arquibancadas os gritos de "timinho", que se misturavam ao grito de "o campeão voltou". O bicampeonato da Série D virou a meta carijó na temporada.
Deu para ti, o Galo vai para o Rio Grande do Sul onde enfrenta o Juventude, no próximo dia 12, quando acontece o primeiro jogo das semifinais da Série D.
