O xadrez tem se tornado uma ferramenta de inclusão e desenvolvimento para um grupo de 20 pessoas com deficiência visual em Juiz de Fora e região. Desde maio, elas participam gratuitamente do projeto Jogada de Mestre, iniciativa do Instituto Albert Sabin em parceria com a Associação dos Cegos de Juiz de Fora, que realiza as inscrições. As aulas acontecem duas vezes por semana na sede da Associação, sob a orientação do professor Giovani Maia.
Com experiência no ensino da modalidade e membro da Federação Brasileira de Xadrez para Deficientes Visuais (FBXDV) desde 2017, Giovani comanda os encontros às quartas-feiras, às 9h; e às sextas, às 10h. Mesmo com pouco tempo de prática, os alunos já se preparam para a etapa Sudeste da Copa Brasil de Xadrez para deficientes visuais, marcada para os dias 15, 16 e 17 de agosto, em Juiz de Fora, pela primeira vez.
“O mais importante é que o esporte abriu novas oportunidades. Eles estão motivados a descobrir tudo o que o xadrez inclusivo tem a oferecer”, afirma o professor. Para ele, mais do que o desempenho técnico, o projeto tem promovido ganhos significativos na autonomia e na confiança dos alunos.
Xadrez adaptado e conexão nacional
As aulas seguem os princípios do xadrez adaptado. O tabuleiro possui relevo para diferenciar as casas brancas e pretas por meio do tato, além de peças pretas com um pino de identificação na parte superior. As casas são identificadas em braile, e as jogadas são verbalizadas durante a partida. Em competições oficiais, as partidas são gravadas em áudio, garantindo a conferência dos lances.
Cada jogo tem duração de 90 minutos. Fora das aulas, os alunos também participam de grupos de WhatsApp com enxadristas de todo o Brasil, ampliando a troca de experiências e o contato com diferentes níveis de prática.
