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Bonito por natureza

povos indigenas foram representados por 72 dancarinos das duas grandes agremiacoes do festival de parintins

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Povos indígenas foram representados por 72 dançarinos das duas grandes agremiações do Festival de Parintins
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Povos indígenas foram representados por 72 dançarinos das duas grandes agremiações do Festival de Parintins

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Rio de Janeiro (ABr) – A cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016 iniciou exaltando uma das principais características do Rio de Janeiro: a combinação entre áreas verdes e urbanas. A cidade possui duas grandes reservas ambientais, a Floresta da Tijuca e o Parque Estadual da Pedra Branca, e imagens aéreas mostraram a proximidade desses espaços em um videoclipe com a música Aquele Abraço, cantada por Luiz Melodia, que o público acompanhou nos versos mais famosos.

Após a projeção das primeiras imagens, foi anunciado o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach. Pelo protocolo, estava previsto também o anúncio do presidente interino Michel Temer, o que não ocorreu. O cantor Paulinho da Viola emocionou o público com uma interpretação do Hino Nacional em um palco inspirado nas formas do arquiteto Oscar Niemeyer. Ao violão, o cantor foi acompanhado por uma orquestra de cordas. A bandeira do Brasil foi hasteada pelo Comando de Policiamento Ambiental do Rio de Janeiro e 60 bandeiras foram carregadas por 50 atletas iniciantes e estrelas do esporte como Virna, Robson Caetano, Maureen Maggi e Flávio Canto.

A festa seguiu com uma homenagem ao “espírito da gambiarra”, definido pelos organizadores como “o talento para fazer algo grande a partir de quase nada”. As duas mensagens mais importantes da cerimônia, a paz e a sustentabilidade, vieram logo em seguida, com a transformação do símbolo da paz em uma árvore.

Logo depois, a cerimônia voltou no tempo, ao nascimento das imensas florestas que cobriam o Brasil na chegada dos portugueses. A chegada dos europeus em caravelas, o desembarque forçado dos africanos escravizados e a migração de árabes e orientais ao país foi representada após, com pessoas que descendem de cada um desses grupos.

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Grupos de parcour atravessaram o palco e pularam sobre telhados de prédios na parte da cerimônia que destacou a urbanização do Brasil contemporâneo. Ao som do clássico Construção, de Chico Buarque, acrobatas desafiaram as fachadas dos prédios e montaram uma parede, de trás da qual o avião 14 Bis (foto) saiu ao som de Samba do Avião, com um ator interpretando o inventor Santos Dumont.

O avião voou pelo Maracanã, e a bossa nova continuou a dar o tom da festa com a exaltação das curvas do Rio de Janeiro, que inspiraram Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Oscar Niemeyer e o paisagista Roberto Burle Marx. Giselle Bündchen interpretou a Garota de Ipanema e desfilou no Maracanã, enquanto Daniel Jobim, neto do maestro, tocava o clássico.

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Em seguida, um show de ritmos como o samba e o funk, que reuniu Elza Soares, que interpretou o Canto de Ossanha, e Ludmilla, com o RAP da felicidade. O rapper Marcelo D2 e o cantor Zeca Pagodinho simularam um duelo de ritmos. A partir daí, a importância dos negros na cultura brasileira ganhou destaque com as rappers Karol Conka e McSofia, de 12 anos. A diversidade era representada no palco em tom de disputa até que a conciliação veio com Jorge Ben Jor e a frase: “Vamos procurar as semelhanças e celebrar as diferenças”. O cantor foi a atração seguinte, com o sucesso País Tropical, dançado por mais de mil bailarinos do baile charme de Madureira (foto). Em seguida, começou desfile dos atletas dos 206 países que participam desta edição.

Mensagem política

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Rio (AE) – Na Olimpíada “a la Brasil”, a cerimônia de abertura dos Jogos do Rio de Janeiro pede tolerância no mundo e o respeito pela diversidade. Nesta sexta-feira, a abertura do evento esportivo transmitido para 3 bilhões de pessoas serviu para mandar ao mundo uma mensagem política. Mas os organizadores adotaram medidas para evitar uma vaia ou protestos contra o presidente interino, Michel Temer. Seu nome não foi anunciado no início do evento e apenas os alto-falantes destacaram a presença do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach. O discurso de Thomas Bach e o cenário brasileiro com foco no multicultural que dariam o tom. “Estamos vivendo em um mundo de crises, de falta de confiança e incerteza”, disse o alemão. A resposta, segundo ele, poderia ser o fato de que 10 mil atletas de tudo o mundo estão hoje vivendo “em paz na Vila Olímpica, compartilhando a mesma refeição e emoção”.

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