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Novela completa sete anos

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Um aniversário que não tem nada para ser comemorado esse ano, mais uma vez, marcou o calendário do esporte local. No último dia 28 de abril, a construção do Ginásio Municipal Jornalista Antônio Marcos Nazaré Campos completou sete anos de seu anúncio.

A construção da arena, que conta com investimentos do Ministério do Esporte e da Prefeitura, trouxe esperança à comunidade juiz-forana em ter um espaço moderno para a realização de eventos esportivos. Além disso, o local também poderia se tornar um ponto para a organização de iniciativas culturais, já o projeto prevê um palco na parte externa da arena. Mas o sonho acabou se tornando uma obra pública arrastada, que teve paralisações e, hoje, embora caminhe, sofre com o pouco poder de investimento do Executivo municipal.

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Desde a retomada da construção, em outubro de 2010, o poder público havia adiado a previsão de inauguração por duas vezes (veja as datas mais importantes desde o anuncio da obra até hoje na arte abaixo). Na última semana, o secretário de Obras, Jefferson Rodrigues, disse que o Executivo municipal trabalha agora com o segundo semestre do ano que vem como provável época para a arena abrir finalmente as portas.

Acredito que de meados até o fim de 2013 a construção estará pronta. Hoje ela acontece dentro do previsto, caminha em um ritmo estabelecido de comum acordo com a construtora (Ribeiro Alvim Ltda) e a Prefeitura. Levamos em conta que o valor do projeto saltou de cerca de R$ 5 milhões para quase R$ 16 milhões. E os valores já disponibilizados pelo Ministério do Esporte, através da Caixa Econômica Federal, não aumentam. Assim, o que aumentou foi a nossa contrapartida. Como não há condições de se fazer um investimento tão grande, visto que a cidade tem outras prioridades também, estabelecemos um nível de repasse gradativo, visando não correr com a execução e ter o risco de parar, como da última vez. Agora ela não para, vai mais devagar, mas não para, explica Rodrigues.

Durante os últimos meses, tentativas de acelerar a entrega do aparelho foram feitas, inclusive um contato com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para possível parceria, mas nada foi concretizado. Quando a seleção de base do Brasil esteve em Juiz de Fora, em 2011, os dirigentes gostaram muito do projeto e disseram ser muito interessante ter um ginásio desse porte – o único em 200km de raio. Entramos em contato para saber se a entidade poderia ser nossa parceira para apressarmos a finalização da obra, mas eles não nos responderam. O prefeito (Custódio Mattos) também chegou a propor essa parceria para algumas empresas, mas nenhuma se interessou. Estamos abertos e buscando parcerias para tentar concluir o ginásio o quanto antes, mas por enquanto não houve sucesso, explicou o secretário de Esporte e Lazer, Renato Miranda.

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Obra perdida

Quando assumiu a recém-criada pasta esportiva local, em 2009, Miranda considerava um de seus maiores desafios finalmente construir o tão sonhado ginásio. Hoje, não se diz decepcionado por não conseguir abrir as portas do local no fim de seus primeiros quatro anos à frente da secretaria, preferindo comemorar o que foi feito no período. Não encaro como uma decepção a não inauguração da arena. Em 2009, essa era uma obra perdida e a salvamos. Agora ela caminha e será concluída. Não tenho essa vaidade de inaugurar. E pensando pelo lado positivo, como o ginásio está no roll dos nossos aparelhos para atrair delegações para que possam se ambientar para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, quanto mais à frente ele ficar pronto, mais novo estará para esses eventos, argumenta Renato.

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Progredindo

Os trabalhos para erguer o tão sonhado aparelho esportivo se arrastam desde 2005, por causa de uma série de negociações, promessas e paralisações. O local chegou até a ganhar aspectos de abandono e ser saqueado. Mas, no último ano, canteiro de obras ficou movimentado, com máquinas e homens trabalhando.

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Hoje, a área à direita da entrada principal do Estádio Municipal já abriga algo que começa a se parecer com um ginásio, contornado com formas de degraus de arquibancadas construídas, que estão em fase final de concretagem. Também já estão prontos os seis grandes pilares – chamados de gingantes – que sustentarão a cobertura metálica. A parte das arquibancadas que será apoiada no barranco começa a ser feita e, assim que estiver concluída, começará o processo de colocação da cobertura.

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