Nesta quinta-feira (6) Santa Terezinha recebeu mais um dia de treino do Tupi no Salles de Oliveira, com a equipe se preparando para o último compromisso pelo Campeonato Mineiro, no domingo (9), em Uberlândia, às 16h, no Estádio Parque do Sabiá. Com o zagueiro Edmário e o volante Leandro Ferreira suspensos do duelo, a certeza era a de uma equipe titular com mudanças ouvindo as orientações do técnico Ailton Ferraz.
Nesse contexto, uma outra dúvida, foi esclarecida pelo diretor executivo de futebol alvinegro, Fabinho: a situação contratual dos jogadores. Da equipe considerada titular, ele conta que possuem contrato encerrado com o clube após o Mineiro os zagueiros Edmário e Elivelton, o volante Leandro Ferreira e os atacantes Jajá e Flávio Caça-Rato. Além deles, o goleiro Gideão, o lateral-esquerdo Dieguinho e o atacante Marcinho também têm vínculo encerrado depois do Estadual.
Casos como o do trio emprestado pelo Fluminense – Matheus Pato, Bonilha e Thiago André, por outro lado, não possuem situação definida. Interessado na extensão da parceria, o clube depende do time carioca, detentor dos direitos do atletas. Logo, pouco mais da metade do grupo, inicialmente, segue para a Série C, segundo Fabinho.
“Esse foi o planejamento desde o início. Nosso trabalho era para não cair, e, nesse primeiro momento, foi muito bem executado. Paralelamente, sempre pensei na Série C, até em relação a contrato. Lógico que devemos ter cuidado para não onerar o clube, mas hoje o Tupi se encontra em uma situação bem melhor do que quando cheguei. O clube tem de 15 a 18 jogadores que vão ficar, então não parte do zero. Claro que teremos saídas e chegadas, é normal, mas conseguimos manter mais de 50% do elenco e com condições de buscar reposições no mercado”, revela o diretor.
O clube conta também com a vontade da permanência dos jogadores. É o caso do atacante Matheus Pato, titular carijó e emprestado pelo Tricolor das Laranjeiras. “Volto para o Fluminense e há a possibilidade de ficar, o Fabinho está falando comigo já. Gostei muito da cidade, equipe, torcida, quero voltar, mas depende do Fluminense também. Se for pra retornar, volto feliz”, garante.
Caça-Rato e Jajá
O panorama da dupla de atacantes é ainda nebuloso pela possibilidade de interesse de outros clubes. “É difícil sim, porque são jogadores que estão se destacando, mas não é nada impossível. São grandes jogadores, mas tendem a crescer ainda mais permanecendo no Tupi, visto que já estão adaptados. Já conversei com os dois, que têm interesse em continuar, mas são profissionais e vão ficar abertos ao que surgir e ao que o Tupi passar. Mas se saírem, faz parte do futebol. O importante é que eu e a comissão técnica já estamos fazendo o planejamento desde o início da competição, mapeando jogadores dos times que jogaram com a gente e de outros mercados também” , revela Fabinho.
Técnico Ailton Ferraz
Para Fabinho, a manutenção do comandante no Galo é um reforço. “Acho que a maior preocupação agora tem que ser a renovação dele. Está muito identificado com o clube, cidade, e demonstra um interesse grande em permanecer, o que não foge muito também da situação dos atletas. Mas, a princípio, nosso planejamento é que a grande maioria do elenco permaneça para que exista a continuidade do trabalho”, relata, assegurando, em seguida, que também quer seguir no Tupi. “Tenho toda a intenção de ficar. Estamos conhecendo a cidade, clube, e vamos esperar esse último jogo pra ver o que será definido.”
