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Papo de Gandula – Vale isso tudo

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Caros e caras, meu filho, Arthur, de 2 anos e três meses incompletos, me fez perceber, no último domingo, o quanto vale a marca Neymar. Chateado pelos primeiros minutos do clássico mineiro entre Atlético e América, mudei o canal da televisão da Globo para a Bandeirantes, que exibia Santos e Corinthians, na esperança de ver um pouco de bom futebol. Alguns instantes mais tarde, meu bebê, que acabara de acordar e tomar seu festivo banho, passou pela sala, indo em direção a seu quarto de brinquedos.

Falei: Filho, olha lá o futebol, tá passando.

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Ele olhou para a televisão e não deu muita bola, respondendo: É, futebol.

Tentando despertar sua atenção, disse: O Neymar está jogando.

Pronto, deu um clique no rapazinho: Neymar?, perguntou Arthur, indo em direção ao aparelho de televisão, como se quisesse entrar na tela e ver de perto as peripécias do menino da Vila.

Curioso com a situação e achando que meu filho não sabia do que se tratava, só reconhecia mesmo um nome tão falado por aí, resolvi perguntar: Quem é o Neymar?

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A resposta veio com o auxílio luxuoso da transmissão da Band.

Depois de emendar: É um moço que joga futebol, Arthur olhou novamente para a tela, esperou alguns segundos e, quando a figura pareceu na televisão, cravou: Ali.

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O episódio me fez comprovar mais uma vez o carisma e o bom trabalho que Neymar e o Santos vêm fazendo com a imagem do craque. Se nós marmanjos o apreciamos por conta de seu dribles e desenvoltura no futebol; as meninas por causa de seu estilo (?) e beleza (?); e as mães pelo jeito de menino bonzinho, o Arthur gosta dele simplesmente por ele ser Neymar. Assim, por causa de situações como a que aconteceu em minha casa no domingo, eu que antes não concordava, passei a aceitar que ele vale mesmo isso tudo que seu clube paga por mês.

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