
Leston está pensando sobre a proposta feita (Marcelo Ribeiro)
Malas prontas e pé na estrada. Ainda técnico do Tupi, Leston Júnior viajou para Divinópolis, onde passará alguns dias de férias com a família. Apesar de relaxar o corpo, a mente certamente estará conectada ao trabalho, avaliando a renovação com o Carijó. Na última terça-feira, treinador e diretoria se reuniram, mas o resultado deixou um clima de pessimismo no ar.
“Vou ser sincero, acho muito difícil ele ficar. A realidade do Tupi para o Mineiro é muito triste. Recebemos um valor muito pequeno, então só podemos pagar um valor pequeno. Depois que ele se sentiu valorizado, ficou mais difícil. Quer um valor e a gente não pode dar, então temos que viver com outro tipo de realidade”, afirma o vice-presidente de futebol do Tupi, José Roberto Maranhas.
O planejamento do clube é investir menos no Estadual e guardar forças para a Série B. Por isso, a pedida de aumento salarial feita por Leston estaria acima do que o Tupi está disposto a pagar no Mineiro. O treinador deverá anunciar o futuro na próxima segunda. Enquanto isso, o Alvinegro trabalha para não ser pego desprevenido.
“Também estamos em contato com outros treinadores. Acho que não temos que ficar reféns de treinador e jogadores. Se precisar, renovamos tudo, não há problema. Em 2012, um dos erros que cometemos foi manter a equipe campeã em 2011 (Série D). Foi um erro crasso, que culminou com o rebaixamento”, diz Maranhas.
Ainda que mude de comandante, o perfil estudioso deverá seguir, deixando de lado os treinadores “boleiros”. Os profissionais avaliados não são tratados publicamente, mas na lista estariam nomes como Ricardo Drubscky, Márcio Bittencourt, Júnior Lopes, Toninho Andrade, Sérgio Guedes e Ademir Fonseca.

