Tem que ter pegada
Caros e caras, nessa reta final de Campeonato Brasileiro, quem quer mais chora menos. Já disse aqui que o título está decidido há pelo menos uns dois meses com a taça na mão do Cruzeiro. Agora vai depender do quanto os jogadores querem antecipar a conquista para entrar de férias e permitir que o técnico Marcelo Oliveira faças testes e experiências já buscando alternativas para a Libertadores 2014. O quanto antes – no próximo domingo já dá para soltar o grito de campeão se a Raposa vencer o Grêmio e o Atlético-PR não superar o São Paulo -, melhor.
O mesmo vai valer para quem deseja permanecer na zona de classificação para a disputa continental ou evitar o desastre do rebaixamento. Me refiro principalmente ao Botafogo, lá em cima, e a Fluminense e Vasco, lá em baixo. O time de Oswaldo de Oliveira fez e faz tudo certinho desde o começo do campeonato, mas já está na beira de deixar o grupo dos quatro primeiros. Já o povo de São Januário e das Laranjeiras não engrenaram no Brasileirão em nenhum momento, até deram alguns motivos para esperança, mas voltaram a patinar, estando o primeiro dentro, e o segundo, a uma posição – não se sabe como – da zona da degola.
Nessas últimas rodadas, não adianta ter a tática perfeita, colocar seu melhor jogo em campo e contar com craques experientes além de jovens em ascensão para esses times conseguirem os resultados positivos que precisam para a temporada não naufragar. Ter que ter é pegada. Não a marcação que muitos professores alardeiam por aí, mas aquela de quando se deseja muito alguma coisa. Se boas atuações acertam o clima para a vitória, na hora de beijar a pretendida tem que ser com decisão ou ela escapa e te deixa com o beiço ao vento.
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Pegada foi o que o Tupi teve em 2011, quando, obstinado pelo título do Campeonato Brasileiro da Série D, ignorou o Arruda lotado, batendo o Santa Cruz por 2 a 0, gols de Allan e Henrique. Na entrada do mês no qual a façanha, acontecida em um dia 20 de novembro, comemora dois anos, ontem fui relembrado do tamanho do feito na disputa das quartas de final da Série C deste ano. Também com o estádio de Recife abarrotado, o Betim – de ex-carijós como o zagueiro Adalberto, o goleiro Jordan e o técnico Moacir Júnior – não conseguiu segurar a empolgação do Santinha e terminou eliminado. Definitivamente, calar 60 mil não é para qualquer um!
