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Nada no balaio

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Maravilhosamente

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Artur Azevedo, em setembro de 1907, ao retornar a Juiz de Fora após 18 anos de sua primeira estada na cidade, escreveu: Juiz de Fora, que já no tempo da minha primeira visita, era um importante centro comercial e industrial, progrediu maravilhosamente: é uma cidade importante, e se tornou a capital intelectual de Minas. Voltasse hoje, o nobre dramaturgo maranhense eventualmente retomaria o verbo progredir, mas desacompanhado do advérbio. Para amenizar, poderia tomar a cidade, agora, como a capital do futebol de Minas.

O principal motivo de orgulho do juiz-forano hoje não havia sequer nascido quando das duas visitas de Artur Azevedo a Juiz de Fora. O Tupi Foot Ball Club seria fundado somente cinco anos e oito meses após a derradeira passagem do dramaturgo por aqui, em 26 de maio de 1912. De lá para cá, o clube progrediu, ora maravilhosamente, ora não, mas tornou-se importante. Hoje, 99 anos após seu nascimento – e 122 anos depois da primeira visita de Artur Azevedo – o Tupi vive uma de suas melhores fases e tornou-se sinônimo de Juiz de Fora.

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E não é para menos, afinal, conseguir colocar um pé na final da Série D do Campeonato Brasileiro, que reúne 40 times país adentro, não é pouca coisa. Soma-se a isso o fato de o Tupi ser atualmente exceção bem-vista entre os mineiros nas diversas séries da competição. Na chamada elite, Cruzeiro, Atlético e América tornaram-se motivo de piada pela eterna proximidade com a zona do descenso. O Boa vinha fazendo até uma campanha admirável na Série B, mas assumiu a condição de cavalo paraguaio na reta final. O Ipatinga fez o dever de casa e subiu da Série C para B. Apenas isso e mais nada.

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De todos os mineiros, apenas o Tupi, no caso de classificação amanhã, terá chance de representar Minas em uma final de competição nacional neste ano. Tal conjuntura devolveu a Juiz de Fora a importância e o destaque que a cidade tinha no estado em um passado não tão distante, quando o dinamismo industrial e a efervescência cultural eram as grandes vedetes. Gosto da ideia de Juiz de Fora se erguer ainda que da Série D para a C. A turma do Ademilson mostra, dessa forma, que ainda é possível progredir e, dada as circunstâncias, maravilhosamente.

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