Logo na reapresentação, ontem, os jogadores do Tupi se depararam com notícias preocupantes, vindas do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na noite da última segunda-feira, o auditor Flávio Zveiter concedeu efeito suspensivo ao Tocantinópolis, que pleiteou a não realização de nova partida entre o clube e a Anapolina até o julgamento do recurso do caso envolvendo o confronto entre ambos na última rodada do grupo A5 da Série D no Pleno do STJD. Assim, o jogo, remarcado para hoje, às 20h30, no Estádio Jonas Duarte, em Anápolis, não acontecerá, e a competição pode ficar parada para o Tupi por quase um mês.
A próxima reunião do Pleno do STJD acontece amanhã, mas, o caso da partida entre Anapolina e Tocantinópolis – que terminou com vitória da equipe de Anápolis por 4 a 1 antes do fim do tempo regulamentar por falta do número mínimo de jogadores do time tocantinense, no dia 18 de setembro, classificando o Itumbiara para as oitavas de final – não entrou na pauta. Assim, se tudo correr dentro da normalidade, o Pleno só volta a se reunir dentro de 15 dias, ou seja, no dia 20 de outubro. O presidente do Tribunal, Rubens Aprobato Machado, pode decidir realizar uma sessão extraordinária para apreciar a matéria, mas isso ainda não foi definido.
Zveiter também determinou a marcação do jogo de volta das oitavas de final, entre Villa Nova e Itumbiara – o time de Goiás venceu em casa a primeira partida, por 3 a 1. Em ofício expedido no fim da tarde de ontem, a CBF afirmou que "tomou a decisão acautelatória de aguardar o julgamento do Pleno" e, assim, não marcará o confronto em questão.
Desta maneira, a definição do adversário do Tupi nas quartas de final também fica adiada, já que o confronto entre os goianos e os mineiros depende da decisão judicial sobre o embate entre Tocantinópolis e Anapolina. Se não houver novo jogo, se a Anapolina não vencer o Tocantinópolis por cinco gols sem ser vazada ou mesmo levando gol, mas vencendo com no mínimo cinco tentos marcados, tudo segue como está, e o Carijó pega mesmo Itumbiara ou Villa. Caso haja nova partida e o clube de Anápolis consiga a diferença de gols que precisa em cima dos tocantinenses, é ele quem se classifica e, então, fará dois jogos contra o Leão de Nova Lima, disputando uma vaga para encarar os juiz-foranos na eliminatória que definirá quem sobe para a Série C em 2012.
"Vai ser um prejuízo, sem dúvida. E não só para o Tupi. Talvez, tenhamos uma parcela a mais deste prejuízo, porque vamos ficar parados. Todos que estão nesse imbróglio vão sofrer, pois ficarão sem ritmo de jogo em comparação aos outros times da Série D que estão competindo. Lamentamos muito isso, mas não temos nada a fazer senão esperar", desabafou o técnico Ricardo Drubscky.
Para o período que pode ficar sem compromissos pela Série D, o treinador quer buscar jogos-treino. "Já fiz um contato com o Ney Franco (treinador da Seleção Brasileira Sub-20) e ele está com a programação de testes para os Jogos Pan-Americanos fechada. Mas, disse que iria ver a possibilidade de nos encaixar. Não quero jogar contra times amadores, não haveria propósito nesse momento. A ideia e buscar os times de Belo Horizonte e Rio de Janeiro para realizar esses amistosos", explicou.
Punição
Outra notícia que causou lamento no clube foi a suspensão do técnico Ricardo Drubscky por quatro jogos, em decorrência de incidentes na partida entre Tocantinópolis e Tupi, vencida pelos tocantinenses por 3 a 0, no dia 11 de setembro, quando o treinador teria ofendido um bandeirinha após o jogo. O Carijó ainda vai recorrer da decisão para tentar ao menos diminuir a pena de seu comandante. Caso não consiga, Drubscky só poderá dirigir seu time da beira do gramado se o Tupi chegar à final da Série D.
