
Liderados pelo entusiasmo de residentes como Érica Costa, de 45 anos, a vila decidiu ir além das bandeirinhas este ano.
“Sempre acompanhamos os jogos, mas este ano resolvemos pintar a rua toda e decorar cada canto. Queríamos realmente viver esse clima juntos”, conta Érica.
O movimento, que começou a ganhar força na edição passada do torneio, atingiu seu ápice agora, com a mobilização de cerca de 50 pessoas, entre moradores, crianças e familiares que vêm de outros bairros para compartilhar a torcida.
Gastronomia e tradição na vila
A logística da festa é organizada de forma coletiva. No final da vila, onde o espaço é mais amplo, uma televisão é instalada para que ninguém perca um lance. O cardápio é uma atração à parte: Na estreia, os moradores levaram petiscos, e já na última partida, o destaque foi um arroz carreteiro preparado para o grupo.
Aproveitando o período, a torcida pela Seleção se fundiu com as tradições locais. Após o apito final, a vila transformou-se em um “arraiá”, com festa junina e bingo, iniciativa que começou no ano passado e que os moradores pretendem manter no calendário oficial da travessa.
“Acredito que esse movimento deixou as pessoas da vila mais unidas. Essa proximidade nos dias de jogos cria um laço que queremos levar adiante“, explica Érica.
Com o Brasil avançando na competição, o otimismo na Leonelo Fortini cresce. Para o decisivo confronto de domingo contra a Noruega, os preparativos já começaram. Embora o planejamento oficial seja definido “em cima da hora” para manter o fator surpresa, a ideia principal é realizar um grande churrasco comunitário.
