Antonio relata que essa será uma experiência nova para ele. O mestrando afirma que estar no Brasil durante a Copa do Mundo faz a saudade de casa aumentar e que, no momento, está mais inteirado sobre a Seleção Brasileira do que a mexicana.
“Por exemplo, recentemente acompanhei bastante a surpresa que o país teve, para alguns positiva, para outros negativa, com a convocação do Neymar. Também percebo que, no Brasil, o futebol realmente é uma questão muito importante. Eu não sabia que, nos dias em que a Seleção joga, existe uma espécie de folga ou mudança na rotina”, conta.
Antonio se considera uma “pessoa não muito fanática por futebol”, daquelas que preferem jogar do que assistir. Entretanto, isso não diminui a sua expectativa pela Copa do Mundo.
“Sem dúvida, está sendo uma experiência única ver esse evento mundial se aproximando e acompanhá-lo a partir da perspectiva do Brasil torna tudo ainda mais especial”, pontua.
Sua principal lembrança relacionada a Copas do Mundo é de 2014, quando o México foi eliminado pela Holanda nas oitavas de final no Castelão, em Fortaleza. Os mexicanos reclamam até hoje do pênalti marcado para os holandeses na reta final do segundo tempo.
“A lembrança mais recente e emblemática que tenho é da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, quando o México perdeu para a Holanda por causa de um pênalti polêmico a favor da Seleção Holandesa. Isso fez viralizar o meme ‘Não era pênalti’. Talvez, se o VAR já existisse naquela época, não teria sido pênalti e o México poderia ter avançado”, recorda.
Pela primeira vez, a Copa do Mundo será sediada em três países simultaneamente: México, Estados Unidos e Canadá. Para Antonio, o mundial com sede tripla não traz um sentimento de pertencimento da competição, mas sim uma percepção política sobre o evento.
“Penso em todo o contexto por trás disso, já que essa região teve relações complicadas nos últimos anos. Nesse sentido, parece que o futebol, e o esporte em geral, mais uma vez surge como uma tentativa de aproximar e pacificar as relações entre países”, explica o mestrando.
O México não irá sediar a maioria dos jogos da Copa do Mundo, o que, para Antonio, faz com que o sentimento de ser país-sede não seja completo.
“Além disso, ir a uma partida é muito caro, então acredito que a maioria das pessoas não vê a Copa do Mundo como algo totalmente acessível. Por ser uma Copa realizada em três países, acho que a emoção acaba ficando um pouco diluída”, analisa.
Apesar das ponderações sobre a competição, Antonio irá acompanhar a Copa do Mundo e entende que a competição poderá aproximar ainda mais o Brasil do México, país em que a Seleção conquistou o tricampeonato em 1970.
“Eu já estou conversando com alguns amigos brasileiros para nos reunirmos e assistir a alguns jogos juntos”, diz.
