Médicos, monstros e os pobres dribladores
Quis adiantar o serviço ontem. Escrevi parte desta coluna sobre o esperado confronto que, pela lógica, Santos e Cruzeiro fariam pelas quartas de final da Libertadores da América. Chegue até a cravar a classificação do Internacional quando Oscar fez 1 a 0 em cima do Peñarol, no Beira-Rio, com 1 minuto de jogo. O Fluminense, eu resolvi esperar o fim da partida, porque achava que tudo poderia acontecer, embora acreditasse na classificação tricolor, mesmo apertada. Seriam poucas linhas. Previ um jogo entre Santos e Cruzeiro com Ganso de um lado, do outro Montillo, Elano de um lado, do outro Roger, Léo de um lado, do outro Gilberto, Muricy de um lado, do outro Cuca, Neymar de um lado, do outro… ehr… Ortigoza. Enfim, quebrei a cara e estou aqui me redimindo. O que ficou marcado para mim na catastrófica rodada de ontem, quando todos os quatro times brasileiros em campo acabaram eliminados – Cruzeiro e Inter protagonizando façanhas inesquecíveis -, foi a cotovelada de Cuca (para quem não é do metiê, Cuca é treinador) em Rentería ao final do jogo. Ele é o quê? O técnico ousado, incensado pela imprensa nas últimas semanas, ou o que deixou o Flamengo em 2009 criticado por jogadores e dirigentes, considerado emocionalmente desequilibrado?
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(Agora, a parte da coluna que deu para aproveitar) A boleirada mostrou novamente na semana passada toda sua afetação com relação aos dribles dos mais bem dotados por Deus para a prática de uma atividade específica, no caso, deixar o adversário no chão ou com cara de pateta. Às vésperas do dérbi paulistano, teve marmanjo no Corinthians dando chilique por conta do chute no ar do Valdívida – que eu, que fique registrado, acho um drible absolutamente sem graça e inofensivo. Os caras ficaram irados como se fosse assim uma reboladinha do Edmundo na frente do Gonçalves. Não é lá grandes coisas, como também não eram as embaixadinhas de cabeça do Kerlon Foquinha, que está no Paraná pensando se joga bola ou vai para o circo, mas o drible, qualquer que seja, pelo menos traz algo de gracioso ao futebol marombeiro dos dias atuais. Mas estes tanques, estes bondes que descarrilaram e foram parar nos estádios de futebol, deram para levantar de forma pouco discreta uma bandeira antidrible. Daqui a pouco vão pedir cartão quando tomarem um chapéu, uma vaca, uma caneta… Qual é a desses caras?
