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Tupi x Villa em duelo decisivo

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Titular em todos os cinco jogos do Tupi pelo Campeonato Mineiro, o meia Wiliam Kozlowski vive uma fase de questionamentos. Após ser substituído no decorrer das três partidas sob o comando do técnico Ricardo Drubscky, o atleta passou a semana treinando entre os reservas. Mas o problema muscular sofrido pelo também meia Hiroshi no treinamento da última quinta-feira deve dar nova oportunidade ao camisa 10 na partida contra o Villa Nova, hoje, às 18h30, no Estádio Municipal. Uma chance de dar a volta por cima que o jogador não pretende desperdiçar.

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Wiliam não esconde que o momento vivido não é bom. “Posso dar um pouco mais. Ainda não engajei naquilo que o professor quer. Estou procurando melhorar a cada dia, mas as coisas não estão acontecendo. O mais importante é continuar trabalhando, não baixar a cabeça ou esmorecer. Uma hora as coisas viram. Você não pode parar de tentar. Estou trabalhando muito para que essa maré de má fase passe o mais rápido possível”, afirma o camisa 10.

Em um ambiente muitas vezes marcado pela descontração e brincadeiras, chama atenção a expressão séria e concentrada com que Wiliam se apresenta durante os treinamentos. Não é raro ver o meia compenetrado mesmo em momentos de descanso. Segundo o jogador, isso não é reflexo da preocupação com a melhora das apresentações, mas uma postura que sempre adotou enquanto atleta profissional. “Sou um cara muito centrado e equilibrado. Quando as coisas não vão bem, você não pode baixar a cabeça e se afundar. E quando as coisas estão indo muito bem, não pode achar que é o cara e melhor que as outras pessoas. Esse é um perfil que tracei desde o início da carreira, trabalhando sério e sendo profissional. Mas independente disso, a relação com meus companheiros é muito boa. Essa aparência de ser um cara frio é momentânea, só no trabalho mesmo”, diz Wiliam.

Após vencer dois jogos consecutivos, o Tupi se vê diante de um duelo decisivo. Em caso de vitória, estará definitivamente dentro da luta pelo G4. Por isso, Wiliam destaca a concentração e o equilíbrio como características fundamentais diante do Villa Nova. “O Ricardo cobra muito isso. Estamos vindo de duas vitórias, mas não tem oba-oba. É um jogo muito complicado. Se vencermos a partida, automaticamente passamos o adversário, e aí sim ficaremos em uma situação mais confortável na tabela e poderemos pensar em uma classificação. Mas temos que ser realistas. O Tupi tem plantel para brigar entre os quatro, mas nesse momento nossa preocupação é vencer esse jogo, nos distanciar da zona do rebaixamento e, quem sabe nas próximas rodadas, brigar no G4.”

Além do retorno de Wiliam ao time titular, que seria barrado para a entrada do volante Recife, outra mudança em relação à última rodada é o retorno de Fabrício Soares para a zaga, após cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo.

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