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Hora de botar os pingos nos ‘i’s

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Poucas cidades do país têm uma relação tão forte com o vôlei como Juiz de Fora. Conterrâneos de atletas, treinadores e dirigentes que atuam por todo o país com sucesso, os torcedores locais sempre demonstraram muito apreço pela modalidade. Mas, curiosamente, não tinham uma equipe que os representasse na principal competição do esporte no Brasil, seja por falta de apoio financeiro ou de um projeto bem estruturado.

No próximo sábado, dia 10 de dezembro, a situação estranha da cidade que ama vôlei mas não tinha equipe para torcer termina. Quando o time masculino da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estrear na Superliga Nacional 2011/2012, às 19h, no Ginásio da Faculdade de Educação Física da instituição de ensino superior federal, contra o paulista Vôlei Futuro, carregará consigo toda a paixão e a esperança da torcida local em acompanhar grandes confrontos e se ver bem representada em quadra.

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Com consciência de que vive um momento histórico desde que conquistou a vaga na maior competição do vôlei nacional com o vice-campeonato da Liga Nacional, em agosto, e envolvido na viabilização econômica e técnica da equipe, o treinador Maurício Bara diz que ainda não sabe como vai reagir na primeira partida. "Acho que a gente só vai ter mesmo noção quando entrar em quadra no dia 10. Foi tanto trabalho para chegar e conquistar a vaga e depois, que, particularmente, não parei para analisar os efeitos disso. Somente quando apitar o primeiro ponto é que realmente vou ter noção", analisa o idealizador da equipe, que nasceu em 2008.

Já quem faz parte do projeto desde o início e tem uma relação íntima com a cidade, como o central Filipe Cipriani, nascido em Juiz de Fora e criado na vizinha Matias Barbosa, tem uma boa ideia de como o sentimento irá aflorar no próximo sábado. "Estou muito ansioso. Para mim, é a realização de um sonho. Se estiver em quadra na estreia vai ser muito especial. Esperei muito por esse momento", diz o jogador de 26 anos.

 

Esquadrão reformulado

Trabalhando com um orçamento de R$ 1,6 milhão para a temporada, Bara teve que ser criativo na montagem do elenco. Dos jogadores que atuaram na Liga Nacional, apenas Filipe, Daniel Brasília e Juliano permaneceram. Treze novos atletas chegaram para compor o grupo nas partidas finais da disputa do Campeonato Mineiro – no qual a UFJF caiu na fase de classificação – e o início da preparação específica para a Superliga.

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O comandante está feliz com o grupo montado. "Entramos no mercado da Superliga por último. Tínhamos dúvida se conseguiríamos encontrar jogadores tanto qualificados tecnicamente quanto dispostos a se envolver em uma equipe que está começando. Felizmente, encontramos."

Para montar o elenco, a UFJF buscou equilibrar experiência e juventude. "Além de permanecer com quem a gente achava que tinha condições técnicas de continuar, buscamos mesclar jogadores experientes, que já passaram por grandes equipes da Superliga e com rodagem internacional, com jovens promissores, com histórico de crescimento em outros times, mas que, por causa do mercado enxuto de apenas 12 times, estavam disponíveis", contou Bara. "É um grupo mesclado, com jogadores muito experientes, mas com jovens – 90% deles – com rodagem na Superliga. Isso é importante", define o treinador.

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Futuro em mente

O objetivo é fincar pé na competição já na primeira temporada. "A meta é sedimentar a equipe na Superliga. Conhecemos vários times que começaram, jogaram um ano e não retornaram. Isso seria muito doloroso para nós", diz Bara.

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Para começar a cumprir a expectativa traçada pela comissão técnica do time, a caminhada inicial da UFJF não é nada fácil. Nas três primeiras rodadas, os locais pegam, pela ordem crescente, terceiro, segundo e primeiro colocados da última edição da Superliga 2010/2011. "Será um bom teste de nosso potencial. Vamos pegar o Vôlei Futuro, o Sada/Cruzeiro e o Sesi em sequência. Teremos que implementar o que eu quero que a equipe faça nos 22 jogos. Quero que atuemos como franco-atiradores. Sem medo, indo para cima o tempo inteiro. O resultado vai ser consequência", acredita Bara.

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