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Meu Atlético x Cruzeiro inesquecível: leia relatos de Márcio Santos e Tarcísio Delgado

futebol
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A partir das 19h deste domingo (4), a bola rola no Estádio Independência para mais um clássico entre as duas maiores equipes de Minas Gerais. Atlético-MG e Cruzeiro voltam a se enfrentar, agora pela 13ª rodada da competição nacional. Diante disto, a Tribuna convidou dois ilustres torcedores da cidade, o jornalista Márcio Santos e o ex-prefeito Tarcísio Delgado, para recordarem embates entre os dois clubes que não saem de suas memórias.

Paixão e aventura

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Por Márcio Santos , Atleticano

O ano era 1999. O Atlético-MG fazia uma campanha irregular no Campeonato Brasileiro. Com jogadores conhecidos e outros que viriam a brilhar em grandes clubes pelo mundo, como o goleiro Veloso, o zagueiro Cláudio Caçapa, os volantes Alexandre Gallo e Beletti (depois se tornaria lateral) e, no ataque, a dupla sensação do campeonato: Marques e Guilherme. O Galo ficaria em sétimo, entre os oito melhores do mata-mata e pegaria o favorito Cruzeiro, que havia se classificado em segundo.

Mas, aqui em Juiz de Fora, pouco se falava nesse clássico decisivo. Por isso o jeito seria ir até ao Mineirão para acompanhar de perto. Combinei com dois amigos, na época no exército: um cruzeirense e outro atleticano. Em cima da hora, o cruzeirense que iria nos levar em seu carro desistiu de ir. Então, eu e o amigo atleticano, Denys Rangel, resolvemos ir faltando poucas horas para o jogo (que assim como neste domingo, começaria às 19h), pois estávamos saindo de serviço do quartel. Embarcamos no meu Monza ano 1984 e seguimos ao primeiro jogo do mata-mata, dia 14 de novembro, véspera de feriado.

No Gigante da Pampulha, vimos um jogão, com o Atlético atropelando o Cruzeiro por 4 a 2, com dois gols de Marques e dois de Guilherme (que viria a ser o artilheiro do campeonato com 28 gols). Comemoramos com a massa atleticana a grande vantagem conquistada para o jogo da volta.
Mas a nossa aventura não havia terminado. Afinal, tínhamos que retornar para casa e já era de madrugada. Eufóricos pela vitória, mas cansados, revezávamos na direção. Até que, chegando próximo a Juiz de Fora, o carro parou de funcionar. Empurra daqui, empurra dali e nada. Ao abrir o capô, descobrimos que a correia dentada do Monza azul havia arrebentado e, por forçar o funcionamento, o motor foi danificado. Tivemos que esperar amanhecer.

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Apesar do prejuízo e da preocupação da minha família, pois não avisei que iria viajar, a vitória sobre o maior rival foi inesquecível e valeu a pena. O Atlético venceria o segundo jogo contra o Cruzeiro, por 3 a 2, e, depois de passar pelo Vitória, perderia a final para o Corinthians.
Neste domingo, as duas equipes entram em campo com objetivos diferentes. Mas acredito que o Atlético, por viver momento melhor na competição, leve a melhor sobre o rival.

Jogos inesquecíveis

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Por Tarcísio Delgado, Cruzeirense

Vivíamos os anos de 1969/70. No Mineirão, Cruzeiro x Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro de então, que era chamado de Taça de Prata. O Corinthians vinha com craques como Ado e Rivelino. Já o timaço do Cruzeiro, além do meu ídolo, Dirceu Lopes, colocava em campo Raul, Perfumo, Piaza, Zé Carlos, Palhinha, Tostão e outros craques.

Foi um jogo sensacional. Todos no Mineirão, domingo à tarde. Estádio completamente lotado. Um clássico muito equilibrado, que se aproximava do fim. Quarenta minutos do segundo tempo, Dirceu Lopes, já o melhor da partida, recebe a bola pouco além do meio de campo e sai em velocidade. Engana um com o corpo, passa pelo seguinte, aproxima-se da área, deixa para trás o seu terceiro adversário, “dá um até logo” ao último zagueiro, o goleiro Ado sai em cima dele, e Dirceu, com o carinho de uma criança à sua boneca, joga a bola no fundo da rede. Delírio geral: o Mineirão balança, dois a um para o Cruzeiro. Este foi um jogo espetacular.

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Assisti grandes jogos, é difícil escolher um. Eu tinha 15 anos de idade, morava na roça, e meu avô paterno levou-me ao Rio de Janeiro para assistir a final da Copa do Mundo, Brasil e Uruguai, em 1950. Foi um matuto no Maracanã. Apesar da derrota, para aquele roceiro, foi um espetáculo.
Noutro momento eu estava o Mineirão para assistir Cruzeiro x Bayern de Munique, em duelo pelo título mundial de clubes. Os alemães montaram um retranca intransponível. Foi um jogo de ataque contra defesa. O resultado foi zero a zero.

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