
‘É possível a reação’, acredita o diretor executivo de futebol, Gustavo Mendes (Leonardo Costa)
O Tupi só volta aos gramados pela Série B no dia 20, contra o Goiás, em duelo no Serra Dourada pela abertura do segundo turno da competição nacional. Décimo oitavo colocado com 18 pontos, dois a menos que o Bragantino, primeiro fora da zona do rebaixamento, o Carijó não apenas deixou a vice-lanterna após a vitória sobre o Paraná, ocupada em 11 rodadas pelo Alvinegro, como passou a embasar a esperança na recuperação com estatísticas do retrospecto recente no campeonato.
Segundo levantamento do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), nas últimas dez rodadas, o clube juiz-forano é o dono da oitava melhor campanha, com quatro triunfos, dois empates e quatro derrotas. Nos últimos cinco jogos, a equipe comandada pelo técnico Estevam Soares saiu vitoriosa de três. Questionado sobre o significado da transferência de tais dados ao elenco, o diretor executivo de futebol carijó, Gustavo Mendes, relatou ver “como consequência do que vem sendo feito. É a prova maior de que dá para reverter a situação. Mudamos time, atitude, uma série de coisas que deram resultado e as estatísticas confirmam.”
Paralelamente aos números positivos, há espaço também para uma avaliação criteriosa na matemática que menos favorece ao clube. Se em Juiz de Fora o Tupi possui a décima melhor campanha da Série B, longe de casa a situação é preocupante. O Alvinegro de Santa Terezinha é o lanterna como visitante, tendo somado apenas um ponto em 27 disputados, de nove partidas. “É relevante a evolução, mostrando que é possível a reação. Enxerguei isso há um tempo e tenho batido nessa tecla, mas acho que agora todos já perceberam. Estamos na briga, muitos que nos davam como mortos hoje já assinalam que não. Até em conversas com adversários sabemos isso. A outra coisa importante, contudo, é a correção. A campanha fora de casa, obviamente, é nosso foco de mudança. É fundamental modificar isso”, aponta Mendes.

