A torcida juiz-forana terá pelo menos um representante na disputa da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, prevista para agosto. Ontem, no último dia de prazo para o envio da documentação à Federação Mineira de Futebol (FMF), através da qual os clubes deveriam manifestar interesse em jogar a Terceirona do Estadual, tanto Tupynambás como Sport enviaram o que foi pedido às associações.
Os times locais tiverem de mandar à FMF uma manifestação firmada por seus presidentes, comunicando interesse em disputar a Segunda Divisão, além de uma série de documentos. Ambos indicaram o Estádio Municipal como local de mando dos jogos, mas vão tentar a liberação do José Paiz Soares (Baeta) e do José Procópio Teixeira (Verdão). Embora tenham encaminhado toda a documentação, o clima nas duas agremiações ontem era diferente.
No Baeta, o otimismo deu a tônica. Vamos participar da Segunda Divisão. Enviamos a documentação e, nos próximos dias, vamos terminar de finalizar as negociações com alguns parceiros. Até por isso, não podemos revelar ainda quem serão. Mas, essas conversas são mais no sentido de qualificar o projeto, poder dar uma estrutura melhor para essa volta do Tupynambás ao futebol profissional e ter possibilidade de contratar algumas peças de mais qualidade para o elenco, disse o técnico Nando Ozório, um dos responsáveis pela parceria que assumiu tanto os profissionais quanto os juniores do Leão do Poço Rico.
Em entrevista coletiva no início da tarde de ontem, o vice-presidente do Verdão, Márcio Guerra, tratou a entrada na Segunda Divisão com cautela. Gostaríamos de estar hoje anunciando para vocês a garantia da participação do Sport na competição. O desejo é esse. Mas, ainda dependemos de captar os recursos necessários para isso ser concretizado. Em nosso projeto, trabalhamos com a quantia ideal de R$ 85 mil mensais, ainda não atingida, e o clube tem como política não comprometer seu patrimônio. Não vamos bater o martelo e dizer que disputamos para depois não cumprir nossos compromissos. Procuramos a orientação da FMF que, através de seu departamento técnico, nos orientou a manifestar o interesse em disputar o campeonato e, caso não consigamos levantar os recursos para isso, informar isso à entidade antes do arbitral (ainda sem data para acontecer), explicou.
Luta por recursos
O Verdão tenta levantar o dinheiro necessário para disputar a Terceirona do Estadual o quanto antes e depende da análise de seu projeto por parte de algumas empresas locais. A proposta foi encaminhada pela empresa de marketing esportivo Ketsui, parceira na tentativa de atração de patrocínio. Nos próximos dias, algumas empresas, como a MRS, a Unimed e o Bahamas, analisarão nossa proposta e podem se juntar a nós. Tudo vai depender de como isso vai se encaminhar. A intenção é fechar o quanto antes. Podemos até trabalhar com um valor menor, caso aconteça como no passado, quando um parceiro se encarregou da alimentação, outro da assistência médica e assim por diante, explicou Guerra. Paralelamente, continuamos com nosso pleito junto à Prefeitura de aumento do repasse mensal para os clubes e o pedido para que esse recurso comece a ser disponibilizado dois meses antes e um depois do período de competição, completou. Hoje, por lei, o poder público municipal repassa R$ 15 mil mensais aos clubes em disputa do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão, somente durante o período de competição.
O dirigente do Periquito também pediu apoio a possíveis parceiros e lamentou as dificuldades que o clube vem enfrentando para encontrá-los no mercado juiz-forano. Estamos aqui fazendo um apelo para que as empresas se juntem a nós. É lamentável a falta de visão de nosso empresariado com relação ao investimento no esporte local. Está no hora de eles acreditarem um pouco mais. Nós, hoje, temos 160 alunos, cerca de 40% do total das vagas em nossa escolinha de futebol, que não pagam nada. Isso demonstra nosso compromisso com a cidade. Não é possível que não se queira estar associado a um clube com iniciativas como essa, lamentou Márcio.
