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Na orelha da bola

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Professor Marcelo

Eu e mais um pessoal aí achamos que o Cruzeiro vai ser campeão brasileiro de 2013. Um dos motivos mais óbvios é financeiro. Abriu os cofres e contratou jogador pra burro, como Dedé, Dagoberto, Everton Ribeiro, Júlio Baptista… e deu uma de suas mantas tradicionais: vendeu Diego Souza, que nada vinha fazendo, e pegou Willian de troco, emprestado do Metalist por uma temporada. Daí que o Willian já tem 13 gols no Brasileirão e é vice-artilheiro da brincadeira. O Diego Souza eu não sei porque não acompanho o Ucranião.

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Aí você diz, mas o Inter também contratou Scocco, Alex, Juan, tem Forlán, Damião, D’Ale… Verdade. Mas, para o Cruzeiro, tão importante quanto a dinheirada foi a contratação do técnico Marcelo Oliveira – ironia do destino, o professor fez carreira no Atlético-MG na década de 1970. O treinador já vinha se destacando no futebol brasileiro, no comando do Coritiba, desde 2011. Foi bicampeão paranaense, depois vice duas vezes da Copa do Brasil (perdeu para o Vasco em 2011 e para Palmeiras em 2012).

Mas o que mais chamou a atenção em sua passagem pelo Coxa foi a qualidade do futebol que seu time apresentava. Rápido, envolvente, agressivo, eficiente. Como a Raposa 2013. A diferença é que, no Coritiba – que até contava com Everton Ribeiro -, ele não tinha o tal do caminhão de dinheiro que o Seu Gilvan Tavares despejou em sua mão para escalar alguns atletas acima da média. Juntando a fome com a vontade de comer… vai dar no que vai dar.

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