
Bruno, Wellington e Luiz Carlos levam para o exterior a experiência adquirida no projeto da UFJF (Marcelo Ribeiro/16-03-16)
Muito além da formação de atletas, o Projeto de Extensão Futebol UFJF colhe novos frutos. Através da capacitação dos alunos da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid), o trabalho de base tem exportado profissionais para comissões técnicas. Três integrantes do projeto irão atuar como treinadores pelo mundo do futebol.
Wellington da Matta, de 27 anos, e Luiz Carlos Laudiosa, 31, embarcaram há uma semana para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Os dois terão pela frente o desafio de trabalhar com crianças entre 8 e 10 anos na escolinha de futebol do craque Ronaldinho Gaúcho. Uma missão que terá a distância cultural como principal obstáculo. “No futebol, vamos tentar adequar o que sabemos, com muitas demonstrações. Fora de campo vou tentar me virar. Estou muito feliz pela oportunidade. Tenho que agradecer aos professores Marcelo Matta (coordenador do Futebol UFJF) e Maurício Bara (diretor-técnico do JF Vôlei), que sempre me acolheram e me ajudaram muito. Devo muito aos dois”, diz Wellington, que se formou na Faefid e integra o Futebol UFJF há dois anos, desde o início do projeto.
Inicialmente, serão quatro meses e meio de trabalho no exterior, período que pode ser ampliado. Um prazo que parece curto perto da experiência já vivida por Luiz Carlos Laudiosa longe de casa. O profissional formado pela UFJF em 2009 já trabalhou como preparador de goleiros da seleção feminina do Haiti e da equipe Pérolas Negras, também do país caribenho. Agora, diante do desafio no Oriente Médio, afirma que o caminho para superar a distância cultural é explorar a língua universal do futebol. “Ele (Wellington) não vai ter tanta dificuldade pela capacidade que tem. Fica muito fácil quando você vem de um ambiente onde bons profissionais são formados. O futebol não será problema. A língua talvez seja uma dificuldade. Quando fui para o Haiti, a maior barreira foi a questão cultural. Fico ansioso pelo que vou encontrar lá.”
Yes, i can
Bruno Proton, de 26 anos, também vai passar um período longe de casa, ele viaja nos próximos dias. Apesar de não se tratar de um local exótico para a cultura brasileira como é o Oriente Médio, o ex-aluno da Faefid ficará até dezembro nos Estados Unidos, mas nem por isso está deixando de superar grandes desafios. A diferença é que a mudança de rota do jovem treinador vem de muito longe.
“Fiz dois anos de direito, mas larguei para poder trabalhar com futebol. Mudei para a educação física e tive a oportunidade de conhecer o Marcelo (Matta), que me incentivou muito”, comemora Bruno, demonstrando conhecimento sobre o mercado americano de futebol. “Nos Estados Unidos, até os 13 anos, o futebol é o esporte mais praticado. Eles são muito aplicados e gostam de treinar. O que falta é ter essa cultura do futebol como no Brasil, que o menino joga na rua o dia todo. Eles estão investindo muito para alavancar a popularidade. Espero encontrar um terreno legal de trabalho.”

