
Pai de Marcelo, Paulo está em Chapecó à espera da liberação do corpo (Arquivo Pessoal)
O zagueiro Marcelo Augusto Mathias da Silva, morto na maior tragédia aérea esportiva da história, será velado na Câmara Municipal de Juiz de Fora. A informação foi confirmada pelo pai do jogador, Paulo Manoel da Silva, que ainda aguarda em Chapecó (SC), ao lado do sobrinho Filipe Emanuel, a chegada do corpo ao Brasil, prevista para a madrugada de sábado. A Câmara confirmou que aceitou a solicitação da família do atleta. O dia e a hora das cerimônias funébres só serão definidos após o retorno das vítimas ao Brasil, que virão em aviões da Força Aérea Brasileira.
Paulo contou, ainda, que os familiares vêm dando andamento à burocracia para que o enterro ocorra no Cemitério Municipal. “Já acertamos tudo que podíamos aqui no clube e estou esperando apenas a chegada do corpo para saber que horas vamos sair para Juiz de Fora”, explicou o pai do zagueiro.
Cerimônia no Condá
O velório coletivo de jogadores, membros da diretoria e comissão técnica da Chapecoense será realizado amanhã na Arena Condá, em Chapecó. De acordo com a diretoria da Chapecoense, os familiares e amigos íntimos das vítimas terão uma cerimônia particular de cerca de uma hora. A organização espera receber cerca de 100 mil pessoas, com acesso do público apenas nas arquibancadas. Depois de quatro horas de velório, os corpos serão liberados para as famílias.
A CBF já deu início aos trâmites burocráticos para o pagamento dos seguros de vida. Os familiares dos jogadores terão direito a receber o equivalente a 12 meses de salário, mais R$ 5 mil por auxílio funerário. Existe um limite no valor de R$ 1,2 milhão total para o pagamento do seguro. A apólice também vale para casos de invalidez permanente total ou parcial, como o goleiro Jackson Follmann, que perdeu a perna direita e corre o risco de perder a esquerda.
JF Vôlei
O JF Vôlei, que já manifestou apoio aos envolvidos na tragédia em sua rede social, seguirá se solidarizando amanhã (3), quando enfrenta o Minas Tênis Clube, às 17h, em Belo Horizonte. “A equipe entra na hora do hino, no protocolo, com uma camisa em homenagem à Chapecoense. Ao mesmo tempo estará com uma faixa para o Marcelo”, revelou o diretor técnico do time, Maurício Bara, comovido com a situação. “Várias famílias perderam filhos, irmãos, esposos. Vamos sentir isso sempre”, relatou Bara.

