
Vinícius Kiss e a marcação pesada de Walter no Mário Helênio, em abril (Leonardo Costa)
No dia 28 de abril, o Tupi entrava em campo para passar por um obstáculo que parecia intransponível. Jogando diante do torcedor, no Estádio Municipal, o Alvinegro viu que o sonho não era impossível de ser alcançado quando Vinícius Kiss fez o gol da vitória por 1 a 0 contra o Atlético-PR, pela Copa do Brasil. Pouco mais de cinco meses depois, o Carijó volta a encarar uma eliminatória decisiva, agora valendo vaga na Série B. Amanhã, às 19h, a história do atleta-símbolo de uma equipe marcada pela aplicação tática poderá ser revivida diante do ASA de Arapiraca, mas com a vaga de protagonista aberta para todos.
“Aquela vitória só foi possível devido à dedicação de todos. Fiz o gol e levamos a vantagem para o segundo jogo. Tem a semelhança com aquele confronto por iniciarmos em casa. Temos que estar equilibrados em todos os setores do campo, em todos os fundamentos e atentos aos detalhes. Com um coletivo forte podem surgir as individualidades para, quem sabe, darmos opção de um jogador em um dia inspirado decidir a partida”, afirma Vinícius Kiss.
O volante preza a harmonia entre os setores do time. “Quando você é mandante, a tendência é que tenha um ímpeto ofensivo maior. Nossa equipe se caracterizou por ter uma marcação muito forte, atuando como se estivesse fora de casa, sempre equilibrada. Não vamos nos classificar no primeiro jogo. Temos a partida de volta também. São dois jogos de 90 minutos. Precisamos estar em uma condição boa para o jogo de volta.”
Mas para estar em campo contra o ASA, Vinícius Kiss terá que superar dois obstáculos particulares. O jogador será julgado pelo STJD hoje, às 11h, pela expulsão contra o Juventude, podendo pegar até três jogos de suspensão. Mesmo absolvido, o volante precisa se recuperar de dores no tornozelo esquerdo, que o impossibilitou de participar do treinamento de ontem, no Estádio Municipal.

