Quem acompanhou o empate de 1 a 1 do Tupi com o Vila Nova-GO, no último sábado, pela quinta rodada do returno da Série C, deixou o Estádio Municipal com a certeza de que, se não fosse o goleiro Rodrigo, a derrota para os goianos era certa. Na reapresentação do grupo carijó ontem, o arqueiro juiz-forano ainda mostrava as marcas do confronto do fim de semana.
Com o lábio superior inchado e com escoriações, Rodrigo trazia no rosto a dificuldade do confronto com o Tigre, mas nada que tire o goleiro de combate para o jogo do próximo sábado, às 15h30, contra o Santo André-SP, no ABC Paulista. Bati na trave no lance do gol deles (quando o atacante Marion apareceu no segundo pau e tocou por baixo do arqueiro do Tupi). Vim escorregando com tudo e tentei fechar o ângulo dele, mas não deu. Não consegui parar por causa da grama e acabei batendo na trave. Ficou bastante inchado e sangrou até domingo. Mas já está melhorando, contou.
O goleiro acredita que a situação do time fez com que o Tupi se lançasse ao ataque, deixando espaços para o Vila e fazendo com que suas defesas fossem essenciais para evitar a derrota. Acabamos avançando muito porque tínhamos que ir. Precisávamos dessa vitória em casa para dar mais tranquilidade na sequência. Acaba que tenho que me sacrificar pelo time, jogando mais adiantado, cortando até lançamentos. Mas trabalho para isso, para quando a equipe precisar eu poder contribuir. Só temos que conversar para acertar melhor esse jeito de jogar mais para a frente para não darmos tantos espaços e chances de gol. De resto, os próximos jogos vão ter que ser jogados dessa maneira, partindo para buscar as vitórias, prevê.
Para o técnico Antônio Carlos Roy, o Tupi teve chance de vencer na primeira etapa, mas se desorganizou no segundo tempo. Fizemos um bom primeiro tempo, conseguimos o gol. Infelizmente, levamos o empate, mas reagimos e tivemos pelo menos três boas chances de fazer o 2 a 1 antes do intervalo. Na segunda etapa, com o empate, eles se fecharam para explorar os contra-ataques, mas nós nos desorganizamos a partir dos 20 minutos. Tentamos ganhar de qualquer jeito, e a vitória não vem assim. Demos espaços e poderíamos ter até perdido, avaliou.
O comandante prefere não fazer contas para a equipe escapar do rebaixamento, mas alerta que, se quiser ficar na Terceirona em 2013, o Carijó tem que vencer seus dois próximos compromissos, mesmo atuando fora de casa. Os resultados ajudaram e acabaram jogando essa definição mais para a frente. Agora, temos que vencer os confrontos diretos com Santo André e Brasiliense (no dia 13 de outubro, às 16h, em Brasília) se quisermos escapar do rebaixamento, projeta Roy.
