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Os pés pelas mãos

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Só o torcedor salva

Os discípulos de Galvão Bueno que tentam alimentar uma rivalidade acima do normal com os argentinos ficaram sem chão durante a visita do papa Francisco ao Brasil. Além de hermano, o Sumo Pontífice é o suprassumo da simpatia. Gente boa demais, apesar da overdose de reportagens e VTs que marcaram a primeira viagem internacional de seu pontificado. Torcedor do San Lorenzo, o santo padre não se furtou a posar para fotos com as camisas de Flamengo e Fluminense, com o sorriso plácido que já é uma marca pessoal. Na prática, as bênçãos de Francisco só surtiram efeito para os lados do Tricolor. Talvez seja por ter reforçado a mística que já existia entre o Flu e outro papa, o João de Deus.

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Os rubro-negros ainda comem o pão que o diabo amassou. A derrota para o Bahia expôs a fragilidade de um time montado às pressas. Olhando a escalação da última quarta-feira é possível imaginar que a zona de rebaixamento pode se tornar uma constante. Entre as maiores apostas, Carlos Eduardo e Marcelo Moreno já mostraram que não serão salvadores. Medalhões como Léo Moura e Felipe já não professam o mesmo credo. Mano Menezes terá muito trabalho. Aliás, dar padrão técnico a uma equipe desfigurada assim, da noite para o dia, só se fosse la mano de Dios. Para sair do buraco a curto prazo é preciso fé. Só o torcedor salva.

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