
Felipe Augusto pode ser opção na linha de frente carijó (Leonardo Costa)
O Tupi encara o duelo pelo acesso contra o ASA de Arapiraca como um novo campeonato que se inicia sábado, às 19h, no Estádio Municipal. Para começar do zero, as três derrotas consecutivas na fase de grupos são tratadas como águas passadas. Mas nem por isso a queda de rendimento deixa de ser avaliada como norte para o futuro. A análise dos erros pode ser crucial para chegar à equipe ideal.
Apesar da piora nos números defensivos, com a média de gols sofridos por jogo ter aumentado de 0,53 para 2,33 nas três últimas rodadas, a avaliação feita é que trata-se de algo circunstancial em um cenário de desfalques, atletas pendurados e relaxamento após a confirmação da classificação. Além disso, a espinha dorsal do Carijó tem sua base na defesa, que conta com atletas com rendimento reconhecido pela comissão técnica, como Glaysson, Osmar, Bruno Ré, Fabrício Soares e Genalvo. Na verdade, é o setor ofensivo que chama mais atenção.
Os 18 gols feitos colocam o Tupi como o pior ataque entre os oito classificados (cinco a menos que o Londrina, penúltimo no quesito). A situação se agravou após a saída de Daniel Morais. O ex-atacante fez oito gols na competição, isolado na artilharia da equipe. Bem atrás aparecem o zagueiro Fabrício e o atacante Bruno Aquino, com dois gols cada. Sem balançar as redes adversárias nos últimos três jogos, o Tupi marcou apenas cinco gols nas sete rodadas posteriores à saída de Danigol.
Para o primeiro jogo com o ASA, o técnico Leston Júnior já sabe que não poderá contar com Bruno Aquino, suspenso. Sendo assim, o único centroavante de ofício será Geraldo, autor de um gol em cinco jogos pelo Carijó. Uma alternativa seria utilizar Felipe Augusto no comando do ataque, abrindo espaço para novidades, como por exemplo a volta de Kaio Wilker ao meio de campo. Ramon e Gabriel Davis também poderiam ser opções.
Ainda sem definir a equipe que começará jogando, o treinador já sabe qual postura o grupo precisa mostrar dentro de campo. “É hora de ter grande atenção aos detalhes. É um jogo decisivo, mas não é definitivo. O jogo contra o Atlético-PR (pela Copa do Brasil) trouxe esse ensinamento. Ninguém vai conseguir o acesso no primeiro jogo. As duas equipes vão se estudar muito. (Além das voltas de Osmar e Glaysson) acrescento também Genalvo, Fabrício. Jogadores experientes, acostumados a decisões. É o momento em que o jogador mais experiente aflora, elevando o nível dos demais. Em decisões, o emocional acaba prevalecendo”, acredita Leston Júnior.

