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Os pés pelas mãos

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O bom futebol do povo

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Rapaz, estava com saudades dos jogos do meio de semana do Brasileirão. Sete dias entre uma partida e outra é um hiato muito grande para quem respira futebol. Sufocante. Assim como no ano passado, o campeonato começou com um nível acima do esperado e promete ser equilibrado. Que a decisão fique realmente para o photochart da rodada final. Como não sou bruxo ou matemático, não atrevo a dizer quais os times estarão no domingo, 4 de dezembro, batendo na porta do céu. Até porque foram apenas sete jogos para uns, seis para outros, ou cinco para o Santos, que está fazendo de tudo para avacalhar a disputa. O que dá para dizer é que, neste momento, o Brasileirão é do povo. As duas últimas rodadas foram de Corinthians e Flamengo. O Cruzeiro até se reabilitou na base da prancheta e de Montillo, mas a festa é mesmo das duas maiores torcidas do país.

O engraçado é que Timão e Fla apresentam características distintas. Tite conseguiu dar a Liedson e Cia. a cara de um time que joga em conjunto, marca sobre pressão e ataca com uma velocidade contrastante com a lentidão de seu armador Danilo. Luxa, por sua vez, tenta recuperar o brilhantismo perdido a cada temporada, e deve o bom momento rubro-negro a um único e exclusivo fator: as pazes de Ronaldinho com a bola, as redes e a torcida.

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É incrível e translúcido que quando o Dentuço quer, desequilibra. Não precisa nem se esforçar, dar carrinho ou morder a grama. Basta se apresentar para o jogo, como foi no segundo tempo da goleada sobre o Galo e na partida contra o Coelho. Não faz mais do que o esperado, por seu salário e passado. Mas o suficiente para imaginar o Fla na briga pelo título, lá, no longínquo 4 de dezembro. Seria emocionante ver Flamengo e Corinthians decidirem o título, gol a gol, na última rodada, contra Vasco e Palmeiras, respectivamente. O Brasil pararia, em um juízo final popular, antecipando o apocalipse de 2012.

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