Acontece hoje em Juiz de Fora o “Mutirão do emprego”, ação que oferece consultoria, qualificação e encaminha profissionais ao mercado de trabalho. O projeto integra o programa “Mais emprego”, realização da iniciativa privada que há seis anos percorre todo o Brasil e já promoveu o direcionamento de mais de 128 mil trabalhadores às oportunidades de trabalho. O evento é gratuito e tem início às 17h no auditório do Mister Shopping (Av. Getúlio Vargas 70, 2º andar, Centro). Na ocasião, será ministrada palestra com orientações para os candidatos sobre processo seletivo, e empresas de recursos humanos irão recrutar profissionais para mais de cem vagas, em diferentes áreas de atuação, disponíveis na cidade. Os interessados devem levar currículo e 1kg de alimento não perecível.
Embaixadora do programa “Mais emprego”, a coach Simone Carvalho diz que quando Juiz de Fora foi escolhida para sediar o “Mutirão de empregos”, a equipe do projeto mapeou a situação do mercado de trabalho local. “Verificamos que há ofertas, mas as pessoas encaminhadas às vagas não estão sendo convocados. Dentre os candidatos, há a reclamação de ausência de feedback, eles não sabem o motivo que os impedem de seguir na seleção.”
A especialista explica que, diante dessa situação, foi definido o tema “Por que você não está passando no processo seletivo?” para a palestra de hoje. “Nosso objetivo é auxiliar as pessoas que buscam uma colocação no mercado.” Sobre as vagas que pretendem ser preenchidas durante o mutirão, Simone adianta que elas atendem a vários perfis. “Há oportunidades para diferentes setores e níveis de escolaridade.”
Para Aloísio Carvalho, 51 anos, o mutirão pode ser a chance de conseguir o “tão esperado” emprego com carteira assinada. “Sou economista formado, mas não tive chances de atuar na área. Hoje sou cabeleireiro e busco uma oportunidade que eu possa conciliar com o trabalho no salão.” A procura, segundo ele, é motivada pela preocupação com a aposentadoria.
Desempregada há cinco meses, Gyslaine Prado, 23, também espera conseguir uma oportunidade de reinserção no mercado. “Trabalhava como vendedora em uma loja que, infelizmente, fechou. Estou recebendo seguro-desemprego, mas desde a primeira parcela estou procurando uma chance de voltar a trabalhar.” Segundo ela, a procura não tem sido fácil. “Tenho experiência no comércio, mas busco oportunidade em outras áreas.” A situação se repete com Sthepannie Moraes, 23. “Estou procurando emprego em qualquer setor, pois quero ajudar minha mãe a quitar a nossa casa. Soube do evento e estou animada com a possibilidade.”
Sete mil contratados
Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda, André Zuchi, o mercado de trabalho local passa por um período difícil, reflexo da situação econômica nacional. “Por isso, toda ação, seja da iniciativa privada ou pública, que possibilita a colocação de profissionais é sempre bem vinda.” Ele destaca que, em pouco mais de dois anos no ar, o Portal JF Empregos (www.jfempregos.com.br), que também tem a proposta de aproximar profissionais e oportunidades de trabalho, intermediou a contratação de sete mil pessoas na cidade, sendo mais de duas mil só este ano. Até ontem, o site registrava quase 1.500 vagas disponíveis, cerca de 65 mil currículos cadastrados e 1.630 empresas parceiras.
Desafio
Mais de 30 mil pessoas integram o grupo “Ofertas de empregos JF”, idealizado pelo Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), no Facebook. De acordo com a entidade, cerca de 50 anúncios de vagas nos setores de comércio e serviços são feitos por semana na plataforma. “Nas oportunidades postadas pelo sindicato, nós estabelecemos um prazo para envio de currículos. Logo em seguida, é feita a triagem e, depois, a entrevista com os candidatos”, informa a coordenadora de Recursos Humanos, Cristiane de Melo Biaso.
Segundo ela, os maiores desafios da contratação por parte das empresas se referem à qualificação e o comprometimento do candidato. “Vagas mais específicas são mais difíceis de serem preenchidas. Também é recorrente as pessoas enviarem currículos e não comparecerem para a entrevista.”
