Ícone do site Tribuna de Minas

Região é potencial de crescimento

shopping jardim norte sera inaugurado no dia 30 leonardo costadivulgacao27 05 16

shopping-jardim-norte-sera-inaugurado-no-dia-30-leonardo-costadivulgacao27-05-16

Shopping Jardim Norte será inaugurado no dia 30 (LEONARDO COSTA/DIVULGAÇÃO/27-05-16)
PUBLICIDADE

Shopping Jardim Norte será inaugurado no dia 30 (LEONARDO COSTA/DIVULGAÇÃO/27-05-16)

PUBLICIDADE

Rogéria e o três filhos, inclusive Tauan, aprovaram a Praça CEU (LEONARDO COSTA/27-05-16)

Rogério Oliveira, da Padaria Progresso, conta as mudanças ocorridas no local (LEONARDO COSTA/27-05-16)

PUBLICIDADE

Celebrando o 166º aniversário nesta terça-feira, 31 de maio, Juiz de Fora tem muitas conquistas para comemorar e, também, desafios a serem vencidos. No âmbito econômico, a prosperidade da Zona Norte merece destaque. Nos últimos 20 anos, a região desenvolveu um parque industrial com empresas de diferentes portes e segmentos, que tem como nova promessa a fábrica da M. Dias Branco, prevista para 2018. O comércio também se desenvolveu. O Bairro Benfica possui 150 lojas, que geram em torno de 1.200 empregos e atende consumidores de outros municípios. O setor tem na instalação do Shopping Jardim Norte, a ser inaugurado no próximo dia 30, a maior expectativa de geração de negócios.

Paralelo ao desenvolvimento industrial e comercial, ocorreu o crescimento populacional, que aumentou a demanda por saúde, segurança e infraestrutura. Estes são os principais desafios apontados por quem reside ou trabalha na Zona Norte. O último Censo do IBGE, realizado em 2010, mostrou que a região era a mais populosa da cidade, concentrando 111.319 habitantes, o que correspondia a 21,57% do total de 516.067 residentes em Juiz de Fora. Considerando que em 2015, o IBGE reviu o número de moradores do município para 555.284, é de se imaginar que a população nos bairros da região também aumentou.

PUBLICIDADE

A vendedora Bianca Aleixo de Assis, 42 anos, veio do Rio de Janeiro em 1980. “Sempre morei na Zona Norte.” Destacando as qualidades do Bairro Benfica, ela é enfática ao dizer que muita coisa mudou. “A população aumentou, e o comércio cresceu. Lembro quando aqui era um campinho”, relata, apontando para a Praça CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados), em Benfica.

Com o desenvolvimento do bairro, Bianca diz que não precisa se deslocar para realizar suas atividades. “Temos laboratórios, agências bancárias, Correios”, enumera. O atendimento à saúde ainda é um problema. “Temos a UPA, mas faltam médicos de vez em quando.” A expectativa é que a situação possa melhorar com o funcionamento do Hospital Regional da Zona Norte, que tem o encerramento das obras previsto para o segundo semestre de 2017.

Comércio

PUBLICIDADE

O crescimento dos setores de comércio e serviços relatado por Bianca aconteceu de forma ordenada, conforme explica o presidente da Associação Comercial da Zona Norte, Euzébio Rondon. “Foi um processo ao longo do tempo. Antes, nosso setor era acanhado e só atingia os consumidores locais. Hoje, temos um potencial comercial que muitas cidades não possuem.”

Ele explica que, com a expansão e o aumento da concorrência, os empresários viram a necessidade de melhorar o atendimento, treinar funcionários e se atualizarem. “A maior parte das lojas era de origem familiar, de pequeno ou médio porte, e foi preciso se movimentar para atender um mercado em crescimento.” Segundo ele, nos últimos quatro anos, com o aumento dos aluguéis na região central, a Zona Norte passou a receber empresas maiores. Além de Benfica, os bairros Santa Cruz e Francisco Bernardino vivem uma expansão do setor comercial.

Proprietário da Padaria Progresso, a mais antiga do comércio de Benfica, José Oliveira, 75 anos, também relembra as mudanças. “O espaço físico era muito menor, tínhamos poucas lojas, e o movimento de clientes era pequeno.” Apesar de considerar as melhoras, ele destaca que o desenvolvimento trouxe problemas. “Os comerciantes precisam de mais segurança.”

PUBLICIDADE

 

Atratividade para os investimentos

Mesmo em tempo de crise, a Zona Norte vive expansão dos negócios. No próximo dia 30, haverá a inauguração do Shopping Jardim Norte. “A região está em crescimento e, por meio de pesquisa encomendada ao Ibope, pudemos confirmar a oportunidade de se desenvolver um empreendimento como o nosso”, destaca a superintendente Daniela Rachid. “Chegamos com a proposta de sermos um vetor de desenvolvimento. A nossa inauguração vai criar uma nova dinâmica, com a possibilidade de incremento ainda maior de serviços e comércio.”

Quem apostou na região já tem colhido bons resultados, como é o caso do supermercado Mart Minas, inaugurado em 2009, e da loja Havan, que iniciou as operações em março do ano passado. “Estamos muito felizes com a aceitação da nossa loja, e a filial está crescendo mês a mês”, afirmou o diretor-presidente da Havan, Luciano Hang. “Na época em que fizemos o investimento, a região já demonstrava sinais de crescimento, e o valor do terreno era mais baixo. Como somos atacadistas, atendemos também clientes de cidades vizinhas, e o acesso de quem vem de outros município pela região é bom”, analisa o diretor comercial do Mart Minas, Filipe Martins.

A facilidade oferecida em questões de logística é um dos aspectos positivos da região destacada pelo presidente do Centro Industrial, Leomar Delgado. “Existe uma orientação do próprio município para que as novas indústrias sejam instaladas na Zona Norte, margeando a BR-040. Isto porque, além da disponibilidade de terrenos, foi criada toda uma infraestrutura que atende esses empreendimentos.” Ele salienta que além do acesso pela rodovia, o Porto Seco está na região. “A conclusão das obras da estrada para o Aeroporto Itamar Franco também serão importantes neste sentido.”

 

Cresce demanda por ensino e cultura

Com o aumento populacional, a demanda por educação, esporte e cultura também aumentou na região e, aos poucos, tem sido atendida. Desde agosto do ano passado, o Centro Universitário Estácio criou uma unidade no Bairro Nova Era com oferta de cursos à distância. Em março deste ano, passou a oferecer quatro graduações presenciais, número que será ampliado no segundo semestre.

A reitora Márcia Mota diz que a criação de um segundo campus na cidade foi motivada pela demanda dos alunos. “Eles contavam sobre a dificuldade de pegar conduções para estudar. Vimos a região crescer e decidimos levar a possibilidade de acesso ao ensino para os moradores.” O gestor da unidade, Cristiano Almeida, relata que a procura tem sido crescente. “Superou nossas expectativas.” Além da Estácio, a região conta com uma unidade da Faculdade Doctum.

Oficinas

Desde o ano passado, os sete mil metros quadrados da praça de Benfica deu lugar à Praça CEU. No local, são realizadas oficinas culturais gratuitas. São 1.280 alunos matriculados e cerca de mil que integram a lista de espera. “Fomos eleitos entre as dez melhores sedes do projeto em todo o país”, comemora o coordenador Gerson William. “A aceitação dos moradores foi muito boa, e o que queremos é aprimorar este trabalho”, destaca o coordenador esportivo Evandro Gomes.

Moradora do Bairro Santa Cruz, a dona de casa Rogéria Raimunda de Assis Martins, 41 anos, frequenta a oficina de artesanato, enquanto os três filhos se dividem entre as aulas de futebol e violão. “É uma tranquilidade saber que enquanto estou aqui, aprendendo coisas novas, eles estão bem, seguros e desenvolvendo habilidades que gostam. Este é um dos melhores momentos que a região Norte nos proporciona.”

Sair da versão mobile