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Fila de espera por carros importados

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De olho no aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a partir do dia 15, os juiz-foranos provocaram uma verdadeira corrida às concessionárias em busca dos importados, acabando com os estoques e reduzindo as opções de compra antes do aumento, que pode chegar a 30% no preço final dos automóveis. Se, por um lado, os vendedores comemoram alta nas vendas até agora, por outro, temem os efeitos nos próximos meses da revisão do imposto para as montadoras localizadas fora do Mercosul, que, entre outras exigências, tenham menos de 60% de peças nacionalizadas. A medida vale até dezembro de 2012.

A procura está enorme, atesta a vendedora da Gran Korea, Juliana Castanho de Assis. Segundo ela, na concessionária da Kia em Juiz de Fora, o estoque, que chegava a 90 veículos antes do anúncio do aumento do IPI em setembro, caiu para 30 unidades. Estamos vendendo todo o estoque que temos. Alguns modelos, diz, já estão em falta e não há como encomendar antes da majoração. Entre os modelos mais concorridos estão Picanto, Cerato e Sorento. Só ontem foram vendidas as quatro últimas unidades do Sorento, de acordo com Juliana. Muitos compram sem nem saber a cor. Em alguns casos, dá até briga. Segundo a vendedora, o impacto da alta do IPI deve ficar em torno de 14% no custo final do veículo, já que montadora e concessionárias decidiram absorver e dividir parte da alta para minimizar impacto nas vendas.

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O gerente de vendas da Toksu – concessionária Hyundai, José Neto, destaca a escassez de alguns modelos, como o Veracruz e o i30 top de linha, que, provavelmente, não serão repostos antes do dia 15. Logo após o anúncio do aumento do IPI, a procura foi crescendo. A expectativa é ainda maior nesses últimos dias. De acordo com ele, o aumento no preço dos automóveis deve chegar a 30%. O gerente de vendas não sabe como o mercado juiz-forano vai reagir a esta alta. Quem comprou antes de setembro fez o melhor negócio, porque havia estoque. Hoje ainda é um bom negócio, mas não há tanta variedade. Na Imperial Veículos – Concessionária Toyota a informação é que apenas 5% do volume será afetado pela revisão do IPI e, neste caso, a procura está inalterada na cidade.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), as empresas filiadas encerraram outubro com 13.264 unidades emplacadas, 25,6% a mais ante o mesmo mês de 2010 (10.562). Na comparação com setembro (22.569), no entanto, houve queda de 41,2%.

O presidente da Abeiva, José Luiz Gandini, identifica retração do consumidor brasileiro. No primeiro momento após o anúncio do decreto houve uma corrida às concessionárias de importadoras. Mas, logo no início de outubro, o setor sentiu duro golpe. Hoje as importadoras associadas representam 5% do mercado interno brasileiro. Identificando meses difíceis pela frente, Gandini acredita que cada montadora, à sua maneira, vai tentar majorar os preços com o menor porcentual possível, já pensando nas vendas em 2013. ]

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A decisão

Em setembro, o Governo federal publicou o Decreto 7.567, 15/9/2011, que majorou a alíquota do IPI, resultando em elevação de 25% a 30% no valor final do automóvel, dependendo da classificação a que pertence. No caso de carros com motor 1.0, o IPI passará de 7% para 37%. Para os veículos até 2.0, a alíquota, atualmente entre 11% e 13%, subirá até 43%.

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